Grão a grão…
Sabendo-se que o excesso de peso e a obesidade constituem um grave problema de saúde pública, cuja incidência está a aumentar entre as crianças, o melhor é prevenir desde o berço.
Também as doenças cardiovasculares devem merecer atenção: a adição de sal nas refeições durante o primeiro ano é desaconselhada e, depois dessa idade, deve usar-se de moderação. Há formas mais saudáveis de conferir sabor aos alimentos. Se a criança não se habituar ao salgado, é provável que se previna o consumo excessivo em adulta.
Pelas mesmas razões do sal, também o açúcar deve ser excluído o mais tempo possível: o doce sabe bem, mas pode fazer mal. E entre o excesso de peso, a diabetes e as cáries há um vasto conjunto de problemas de saúde evitáveis.
Doce é também o mel, mas não deve ser experimentado antes do primeiro ano de vida: é que pode conter esporos de uma bactéria responsável pelo botulismo, uma contaminação alimentar potencialmente fatal.
Os riscos existem é certo, mas podem ser acautelados. E se os devidos cuidados forem adoptados, seguindo as indicações do pediatra, a diversificação alimentar pode ser uma experiência gratificante para pais e bebés. É, afinal, uma nova etapa no desenvolvimento infantil.
Pronto ou não?
Há um conjunto de questões que podem indicar se o bebé está ou não pronto para conhecer outros alimentos que não o leite.
São elas:
• O bebé mantém a cabeça direita e estável?
• O bebé consegue sentar-se sem apoio?
• O bebé sente fome entre as refeições ou volta a acordar de noite depois de um período em que já dormia de seguida?
• O bebé mostra interesse pela comida dos adultos, procurando agarrá-la?
Se as respostas forem positivas, pode estar na altura de o iniciar no mundo da alimentação. Com conselho médico, naturalmente.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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