Encoprese: Fugas embaraçosas
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Tempo e paciência
A boa notícia é que a encoprese se trata. Mas deve despistar-se uma possível causa orgânica da obstipação.
O primeiro passo do tratamento é, normalmente, esvaziar o intestino, o que se consegue com recurso a medicamentos que ajudam a amolecer as fezes e facilitam a sua expulsão. É importante ter em atenção que o controlo da dor é um factor chave de sucesso, dado que só depois de a criança verificar que, depois de defecar várias vezes, não existe dor, é que o círculo vicioso se conseguirá quebrar.
O segundo passo envolve como que a reeducação da criança no sentido de usar a casa de banho com regularidade: é importante estabelecer uma rotina, por exemplo, duas vezes por dia a seguir às principais refeições – este hábito fará com que a criança volte a dar atenção às suas necessidades fisiológicas. À medida que for sendo bem sucedida, a medicação será reajustada, até que deixará de ser preciso tomá-la.
É natural que ao longo deste percurso haja um ou outro acidente, mas há que ser paciente. Até porque ultrapassar a encoprese leva tempo: podem ser necessários vários meses ou mesmo um ano para que o intestino regresse ao seu tamanho normal e para que os nervos envolvidos voltem a estar activos.
Até lá, é importante que a criança tenha uma alimentação rica em fibras, essenciais para prevenir a prisão de ventre: legumes e frutas frescas são os principais ingredientes dessa dieta, mas frutos secos como uvas e ameixas, feijões e cereais integrais também são bons. E há que complementar esta dieta com a ingestão de água em abundância. O sucesso do tratamento passa também pelo apoio dado à criança.
Primeiro, ela não deve ser culpada ou punida por estes acidentes, pois não são intencionais. Depois, há que incentivá-la pelo esforço e pelos progressos. Com o tempo e compreensão, ela superará este incómodo problema.
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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