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Osteopatia: Tratamento global dos problemas osteo-musculares

27 Dezembro, 2010 0

A osteopatia tem vindo, ao longo dos anos, a mostrar o seu imenso valor. Desde que foi desenvolvida, esta especialidade tem vindo, naturalmente, a aprimorar-se e consegue, actualmente, dar resposta a uma infinidade de problemas osteo-musculares que, de outra forma, pareciam irresolúveis, reduzindo a qualidade de vida das pessoas afectadas.

Não se pretende, nem nunca se pretendeu, que a osteopatia ou qualquer uma das outras especialidades das medicinas não convencionais adoptassem um status de medicina milagrosa ou panaceia. Poruma razão simples … Milagres, a existir, é com a religião e panaceias…por muito que seja um desejo intrínseco do ser humano, panaceias não existem e, quanto a mim, dificilmente alguma vez existirão. É preciso estar no meio, trabalhar nele, lidar com doentes todos os dias, para que se consiga efectivamente perceber o quanto custa tratar um doente e aferir todos os factores que estão directa e/ou indirectamente envolvidos no seu tratamento.

E entenda-se aqui tratamento como alívio do quadro clínico que, em primeira análise, levou o doente à consulta, e que, nessa mesma primeira análise está sempre relacionado com a ocorrência de dor. Motivação que, aliás, é comum à ida do doente à consulta do médico de família, por exemplo. Contudo, a verdade é que a maioria das pessoas, mercê do eterno problema das posturas adoptadas no dia-a-dia, estão já em desequilíbrio osteo-muscular.

Naturalmente como não existe dor não procuram o profissional de saúde. A osteopatia consegue dar resposta eficaz a todo um conjunto de problemas osteomusculares que ocorrem na sequência do desequilíbrio esquelético. Deve-se observar e perceber o corpo humano de acordo com uma outra perspectiva, que não unicamente a perspectiva do químico para tratar a dor. De facto o medicamento analgésico provoca analgesia, que é como quem diz…ausência de dor.

 

Prós e contras dos analgésicos

É o papel do analgésico bloquear os sinais de dor de modo a que estes não sejam percebidos pelo consciente. Mas no que aos desequilíbrios músculo-esqueléticos diz respeito, estes vão continuar lá. Porque não foram corrigidos nem alinhados. Daí para a frente duas coisas podem ocorrer…

Uma compensação do corpo no sentido de causar uma nova readaptação do sistema muscular ao desequilíbrio e a dor tende a atenuar ou mesmo a desaparecer. É o que ocorre com aquelas dores que todos sentimos, desvalorizamos até que acordamos um dia e não a temos. Ou, por outro lado, o desequilíbrio tende a agudizar-se, os sintomas e sinais(clínicos) tendem a ser mais intensos e aí já outras estruturas podem ser afectadas com a necessária repercussão clínica.

Um exemplo bem concreto do que acabo de referir é o que ocorre nas situações em que alguém se baixa para agarrar num peso e quando se tenta levantar é acometido de uma forte dor nas costas, na zona lombar podendo irradiar à zona sacra. Nesta situação, o que ocorre é um espasmo defensivo, muito doloroso, dos músculos da parede lombar impossibilitando qualquer movimento à pessoa. Este espasmo defensivo destina-se precisamente a evitar a ocorrência de lesões de maior gravidade provocadas pelo movimento brusco. Daí a importância da dobra dos joelhos quando, por qualquer razão, temos que nos baixar.

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