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Dossier: Cancro da Mama (HER2+)

29 Julho, 2008 0

Cancro da Mama: É a doença mais maligna na mulher; 18% das mortes por cancro, devem-se a esta doença; Uma em cada 10 mulheres irão desenvolver cancro da mama ao longo da sua vida; Na Europa, atinge uma em cada 10 mulheres; Maior probabilidade de se desenvolver à medida que a idade avança.

Cancro da Mama – HER2 » A proteína HER2 (receptor de membrana das células tumorais) constitui, por si só, um indicador de comportamento mais agressivo da doença » Um gene com potencial para causar o aparecimento de cancro » 20 a 30% das doentes com cancro da mama apresentam quantidades excessivas da proteína HER2 » Existem tratamentos inovadores que proporcionam maior qualidade de vida aos doentes CANCRO DA MAMA 1. Definição e incidência A palavra “cancro” é um termo genérico, aplicado a várias doenças distintas, embora relacionadas: são todas caracterizadas pela malignidade da situação, ou seja, pela proliferação não controlada de células anómalas. O cancro da mama é a doença maligna mais comum na mulher: representa cerca de 24% dos casos de cancro e 18% de todas as mortes por cancro. No mundo ocidental, o cancro da mama atinge uma em cada 10 mulheres, com meio milhão de novos casos por ano, só na Europa. Desde a segunda metade do século XX, as taxas de incidência têm vindo a subir. Apesar dos avanços já conseguidos, ao nível do diagnóstico e tratamento, o cancro da mama continua a ser a primeira causa de morte, em mulheres entre os 35 e os 55 anos, e a segunda entre as mulheres de todas as idades. Calcula-se que, só na Europa, o cancro da mama seja responsável por cerca de 20% de todas as mortes por cancro, isto é, mais de 100.000 mortes por ano. Calcula-se que uma em cada 10 mulheres irão desenvolver cancro da mama, ao longo da sua vida. 2. Factores de risco Sendo pouco frequente antes dos 30 anos, o cancro da mama tem maior probabilidade de se desenvolver à medida que a idade avança, embora a taxa de crescimento abrande nas mulheres que atingiram a menopausa. Há inúmeros factores de risco conhecidos, nos quais se incluem: história familiar da doença, envelhecimento, exposição a agentes cancerígenos, não ter filhos (nuliparidade), maternidade tardia (primeiro filho depois dos 30 anos). Além disso, uma vida menstrual longa, resultado de uma menarca (primeira menstruação) precoce ou de uma menopausa tardia, aumenta o risco de cancro. Alguns investigadores acreditam que a obesidade, uma alimentação rica em gorduras, a ingestão excessiva de álcool e o uso de medicamentos contendo estrogénios (terapêutica de substituição hormonal ou pílulas anticoncepcionais) podem aumentar o risco de cancro. No entanto, em cada cinco mulheres com o diagnóstico de cancro da mama, quatro não têm factores de risco conhecidos. Se a doença for detectada e tratada em estadio inicial ou precoce, ou seja, antes da hipótese de progredir para outros órgãos (metastizar), a taxa de sobrevivência pode chegar aos 95% – argumento poderoso a favor do melhoramento dos programas de rastreio e da necessitar de continuar a investigação científica nesta área.

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