Dossier: Cancro da Mama (HER2+)
5. O tratamento O tratamento do cancro da mama inclui uma diversidade de modalidades terapêuticas, incluindo a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia (mastectomia, quadrantectomia ou tumorectomia) e a terapêutica hormonal. Estes tratamentos são administrados com o objectivo de curar o cancro e/ou limitar a disseminação da doença, proporcionando o alívio dos sintomas. Considera-se que a mulher está a responder ao tratamento se verificar uma diminuição de pelo menos 50% nas dimensões do tumor. Há diversos factores que afectam o sucesso da terapêutica: » Tipo, tamanho e velocidade de crescimento do tumor primário; » Número de gânglios linfáticos envolvidos; » Extensão da expressão do oncogene; » Estado dos receptores de estrogénios e dos receptores do factor de crescimento epidérmico humano HER2. 5.1. Novas formas potenciais de tratamento Começam a estar disponíveis novas terapêuticas contra o cancro, com mecanismos de acção inovadores. Estes fármacos, que actuam directamente nas células cancerígenas, poupam o organismo aos efeitos secundários, por vezes devastadores, associados aos tratamentos convencionais contra o cancro. O aumento do conhecimento acerca dos genes humanos, responsáveis pelo crescimento das células cancerígenas, conduziu a uma nova fase no tratamento do cancro da mama. Uma nova abordagem, dirigida ao tratamento desta doença, envolve a utilização de anticorpos monoclonais. Um anticorpo monoclonal é uma proteína sintética que foi preparada, expressamente, para atingir células cancerígenas específicas no organismo – terapêutica com anticorpos monoclonais. O anticorpo monoclonal actua bloqueando a função do HER2 (associado ao crescimento de cancro da mama mais agressivo). Adicionalmente, só atinge as células cancerígenas, não actuando nas células sãs. Desta forma, os efeitos secundários experimentados pelas doentes com esta terapêutica são, habitualmente, de natureza ligeira – a maior parte das vezes febre e arrepios. Também se acredita que este tipo de terapêutica pode estimular o sistema imunitário a destruir as células cancerígenas. O uso de um anticorpo monoclonal, representa uma nova e promissora opção para tratar as doentes com cancro da mama HER2+. Contudo, este tipo de tratamento está condicionado à existência de um diagnóstico fiável do status HER2. Este diagnóstico é feito, utilizando testes altamente sensíveis. Estes testes não só determinam se uma doente é, ou não, HER2+, mas também constituem um prognóstico acerca das doentes que poderão responder a este tratamento. Como mostram os resultados clínicos, esta nova abordagem do cancro da mama é um grande avanço para as doentes HER2+: proporciona uma melhoria significativa na qualidade de vida das doentes, prolongando a sua vida, ainda que apresentem uma forma mais agressiva da doença. Se tiver cancro da mama HER2+, pode candidatar-se a este novo tipo de tratamento. Determinar o seu status HER2 é, naturalmente, um primeiro passo essencial antes de, juntamente com o seu médico, decidir qual é o melhor tratamento para si.
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