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O Sol e o Envelhecimento da Pele

31 Julho, 2008 0

O conceito de beleza actual de uma pele jovem, sem manchas ou rugas, vai contra o conceito de pele bronzeada como sinal de saúde e beleza, em que o sol é associado a momentos de prazer. No passado, o bronzeado era associado ao trabalho braçal, e por isso, os membros da monarquia possuíam uma pele branquinha e eram vistos como a elite de “sangue azul”.

O fotoenvelhecimento surge nas áreas expostas devido à acção dos raios ultravioleta, que somado ao envelhecimento natural da pele, faz com que esta se altere prematuramente, parecendo uma pele com idade superior à da idade cronológica.

O dano causado pelo sol vai depender de vários factores, entre os quais: tipo de pele, frequência e duração da exposição solar no decorrer da vida, predisposição individual e uso de alguns medicamentos. Hábitos como o de fumar, a má alimentação e beber poucos líquidos diariamente também fazem com que a pele sofra ainda mais as agressões externas.

Temos ainda que ter em consideração que, com a diminuição da camada de ozono, há um significativo aumento da intensidade da radiação ultravioleta.

Por outro lado, não podemos esquecer que o sol é fonte de vida e que precisamos das radiações solares para a calcificação dos ossos, isto é, prevenção da osteoporose, para regular o ciclo de sono, e parte do nosso humor e para a formação da vitamina D.

Uma protecção solar eficaz está associada a determinadas medidas que devem ser tomadas em conjunto, e ser postas em prática todo o ano, pois mesmo no Inverno ou em dias nublados os raios UV causam danos na pele.

O ideal é evitar o sol directo, principalmente nos horários mais “perigosos” (entre 10 e 16 horas), usar roupas foto protectoras (inclusive chapéu e óculos de sol de qualidade) e usar protector solar, aplicado de forma homogénea, de modo a cobrir todas as áreas expostas, em dupla camada, no mínimo 15 minutos antes da exposição e reaplicados de 3 em 3 horas, ou mais frequentemente em caso de transpiração excessiva ou exposição à água.

O factor de protecção adequado deve ser sempre orientado por um médico especialista, pois nem sempre o factor mais alto é o mais indicado e pode inclusive causar hipersensibilidade à pele.

Os cuidados podem parecer excessivas, e requererem mudanças de hábitos, que a maioria das pessoas não pretende seguir, mas é preciso não esquecer que o uso do protector solar requer disciplina e não oferece protecção total contra o cancro de pele e o envelhecimento precoce.
Lembre-se: lâmpadas de bronzeado artificial não são mais seguras que a exposição solar!

A presença de manchas escuras ou claras, sardas, rugas, “derrames”, flacidez, pele ressequida e alteração da textura e elasticidade da pele pode significar fotoenvelhecimento.

Algumas alterações como “casquinhas” e “asperezas” devem ser avaliadas e tratadas, não por motivo estético, mas como prevenção do cancro de pele.
Para identificar, tratar alterações e melhorar o aspecto da pele é importante que a pessoa seja aconselhada por um médico especialista e utilize produtos específicos.

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