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Crianças: Traquinas à mesa

5 Dezembro, 2014 0

A alimentação dos filhos pode ser uma fonte de preocupação e ansiedade para os pais. Mas há pequenos truques que ajudam a fornecer às crianças os nutrientes necessários para crescerem saudáveis e sem dramas à mesa.

Filhos que não têm apetite, que rejeitam os legumes, que só comem com a televisão ligada ou que exigem manobras de diversão para engolir colherada atrás de colherada são o dia-a-dia de muitas famílias.

São momentos vividos com ansiedade pelos pais, que naturalmente se preocupam com a possibilidade de os filhos não estarem a alimentar-se devidamente. Por vezes, há razão para essa preocupação, pois aquilo que os pais consideram falta de apetite pode dever-se a um problema de saúde. Mas há situações em que é apenas uma questão educacional e outras ainda, a partir de determinada idade, em que são os próprios filhos a testarem os limites dos pais, usando a alimentação como “arma”.

Há, porém, alguns truques simples mas eficazes quando se trata de cativar os mais pequenos para as refeições e de introduzir alguma tranquilidade à mesa.

 

Diversificar desde cedo

Deve ser logo numa idade precoce que se apresenta às crianças a grande variedade de sabores e texturas que constitui a nossa alimentação.

Se forem provando um pouco de tudo, é menos provável que depois rejeitem alimentos. É claro que poderão não gostar de um ou de outro: há que insistir, mas se continuarem a não apreciar, há que escolher uma alternativa do mesmo grupo nutricional.

 

Dar o exemplo

É difícil convencer as crianças a experimentarem e aceitarem alimentos se os pais não derem o exemplo: como convencê-las das vantagens da salada ou dos brócolos se estes alimentos não estiverem no prato dos pais? Mais cedo ou mais tarde, serão os “miúdos” a perguntar porque é que eles têm de comer e os adultos não…

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Não trocar refeições

As crianças podem ser muito convincentes quando a refeição não lhes  agrada e os pais podem ceder à tentação de ir para a cozinha e preparar um petisco, para que os filhos não fiquem com fome. Se for uma excepção, não há problema, mas se os filhos perceberem que as suas atitudes resultam poderá tornar-se numa regra difícil de quebrar. Há que insistir mas não muito: quando tiverem fome, saber-lhes-á como um manjar dos deuses…

 

Não usar a comida como prenda ou castigo

Há situações em que os pais caem na tentação de oferecer uma pequena recompensa em troca do “prato limpo”. O exemplo mais comum é o de oferecer um doce se comerem a sopa toda… Mas também há situações em que a comida funciona para punir: tirar a sobremesa devido a um mau comportamento.

Contudo, a alimentação não deve ser usada para negociar: se os pais o fizerem os filhos também acabarão por fazê-lo…

 

Envolver as crianças

Para conquistar as crianças para a alimentação, porque não envolvê-las na preparação das refeições? À medida das suas capacidades, claro: por exemplo, deixando-as lavar ou descascar os alimentos mais fáceis.

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