Banhos de sol q.b. para os mais pequenos
O especialista salienta que as «queimaduras por insolação são causadas principalmente pelas radiações ultravioleta B (UVB). As crianças com cabelos louros ou ruivos e olhos claros, azuis ou verdes, têm uma pele muito clara, tornando-se mais sensíveis às queimaduras solares, sofrendo com pouco tempo de insolação grandes escaldões ou queimaduras, ao contrário daquelas que exibem um cabelo preto, pele morena e olhos escuros. Estas últimas crianças têm uma pele pouco sensível às radiações solares, estando portanto menos sujeitas às queimaduras».
O pediatra afirma, ainda, que embora «as sequelas, a longo prazo, como consequência da exposição crónica e repetida ao sol, sejam pouco frequentes nas crianças, os médicos têm obrigação de avisar os pais de que as insolações frequentes e desprotegidas podem ocasionar um envelhecimento da pele precoce, pois os mecanismos cutâneos de recuperação tornam-se mais débeis».
Deste modo, mais tarde, podem desencadear-se tumores malignos da pele quando as suas células deixam de reagir ao controlo imunitário.
«Tenho verificado que tem havido uma maior preocupação dos pais acerca destes problemas, pois são eles os primeiros a inquirir da necessidade de uma eficaz protecção da pele aquando da partida para férias», refere o pediatra, que aconselha os pais:
«Deve-se recorrer aos serviços de atendimento médico de urgência, como os Serviços de Urgência dos Hospitais, se as crianças sofreram uma forma grave de insolação».
Como principais cuidados a ter antes e durante a exposição solar, o médico indica que «as crianças devem ser protegidas com um protector solar cujo índice de protecção solar (IPS) esteja de acordo com o tipo de pele, mas nunca inferior a 25».
«Este número 25 quer dizer que a pele vai levar 25 vezes mais tempo que o normal para ficar vermelha. Se a criança for muito pequena, lactentes, por exemplo, ou se o seu tipo de pele for demasiado susceptível, pele excepcionalmente clara, o IPS deve ir até aos 60. Nunca se perde por ser o mais prudente possível», menciona o especialista.
Cabe aos pais, ou responsáveis, a confirmação da protecção cerca de duas horas antes da ida para um local ensolarado e depois repetida também de duas em duas horas, mesmo com a criança em numa zona de sombra.
«As crianças com menos de 3 anos nunca devem ser expostas directamente ao sol, devendo ser sempre protegidas por uma sombra. Podem dar um passeio ao longo da praia entre as nove e as onze horas. Mas, a estada ao sol nunca deve prolongar-se para além das onze horas. Depois do almoço segue-se um período de descanso e só depois das quatro horas da tarde se poderá regressar à praia», diz o nosso entrevistado, referindo:
«A cabeça deve ser sempre protegida por um chapéu de aba larga. A roupa deve ser larga e de cor clara e a pele do corpo deve ser sempre protegida com uma t-shirt.
É também importante ter a preocupação de levar sempre água para oferecer às crianças.»
Curiosamente, Rui Lopes conclui que «é possível, de uma maneira empírica, avaliar a intensidade dos raios solares a partir do tamanho da sombra projectada pelo corpo de um indivíduo. Quanto mais curta for a sombra mais perigosos se tornam os raios solares, pois estes passam a incidir de uma maneira perpendicular ao corpo. Quanto mais comprida for a sombra projectada no solo menos perniciosas se tornam as radiações, pois passam a incidir muito obliquamente, diminuindo deste modo a sua intensidade».
Ao proteger a criança, evita os riscos da exposição solar, cuida do futuro dela e a garante umas boas férias para toda a família!

