Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas: Medula óssea salva vidas - Médicos de Portugal

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Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas: Medula óssea salva vidas

30 Junho, 2008 0

A Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas foi criada em 2001 por familiares de doentes com Leucemias, Linfomas e Mielomas. Temos como objectivo máximo melhorar a qualidade de vida dos doentes com estas doenças oncológicas do sangue e seus familiares.

Desenvolvemos os mais diversos apoios neste período de luta contra estas patologias:

– Distribuição de pijamas e outros artigos a doentes internados;

– Apoio psicológico para os familiares de doentes;

– Apoio financeiro aos doentes carenciados na compra de medicamentos para tratamento ambulatório;

– Realização de actividades de desmistificação e informação deste tipo de patologias e, simultaneamente, promoção da APLL junto da comunidade civil;

– Realização de campanhas cujos objectivos são o aumento de registos de dadores de medula óssea.

As leucemias, linfomas e mielomas têm taxas de remissão e cura que aumentam em relação à quantidade de quimioterapia administrada ao paciente. São necessárias grandes doses de quimioterapia e/ou radioterapia para destruir as células que causam a doença. As terapias intensivas podem destruir também as células normais na medula. A capacidade da medula para produzir células sanguíneas saudáveis é assim severamente enfraquecida após elevadas doses de quimioterapia e radioterapia, necessárias para tratar a doença.

De modo a poder administrar grandes doses de quimioterapia ou radioterapia, os médicos que realizam o transplante desenvolveram o transplante de células estaminais como método para restabelecer a produção normal de células sanguíneas de forma oportuna. Com a infusão de suficientes células estaminais de um dador bastante compatível, como é o caso de um irmão, o funcionamento da medula e a produção de células sanguíneas são repostas o suficientemente rápido para permitir a recuperação do tratamento intensivo.

Um pequeno grupo de células, as células estaminais, é responsável por produzir todas as células sanguíneas presentes na medula óssea.

Transplante Alogénico

Transplante alogénico é o termo técnico para um transplante entre dois indivíduos da mesma espécie. Na prática, o termo também implica que o dador foi escolhido porque o seu tipo de tecido é bastante compatível com o do receptor. O dador mais aproximadamente compatível possível com o potencial receptor é um irmão do paciente, uma vez que ambos receberam a sua composição genética dos mesmos pais. Este facto não é garantia de compatibilidade mas aumenta exponencialmente esta possibilidade. Geralmente, a taxa para encontrar um dador compatível entre relacionados (irmãos) é de 25%.

Os médicos que realizam o transplante podem testar o grau de compatibilidade antes de tomar a decisão de usar um dador. A compatibilidade é avaliada por testes laboratoriais que identificam o tipo de tecido do dador e do receptor. Existem dois tipos de dadores alogénicos: familiares, normalmente dadores irmãos; e não familiares, normalmente encontrados através de extensos bancos de voluntários (registados no CEDACE – Centro de Histocompatibilidade), e compatíveis com um tipo de tecido igual ao do paciente. A probabilidade de um doente encontrar um dador não relacionado compatível é de 1/100.000. No final de 2007 havia cerca de 110.000 dadores de medula registados no CEDACE – Centro de Histocompatibilidade.

Com o intuito de aumentar o número de dadores de medula óssea em Portugal, e com o objectivo de desmistificar todo o processo da dádiva até à possível colheita para transplante, a APLL – Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas, lançou um micro-site numa linguagem simples e acessível, onde constam informações e contactos para potenciais dadores: www.medula.org.pt

Este lançamento coincidiu com a Semana Europeia de Luta contra as Leucemias e Linfomas, entre 23 a 29 de Junho.

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