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Alzheimer: O desafio dos cuidadores

21 Setembro, 2014 0

Os familiares que optarem por colocar a pessoa com demência num lar deverão ter em conta que é necessário estarem atentos a algumas características específicas que uma instituição deverá ter. Há que procurar bem e não descurar nenhum aspecto.

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“Cuidar” de quem cuida

É uma questão a ter em consideração. Os cuidadores informais passam por um desgaste físico e emocional muito grande e permanente. Marisa Mendes indica que, na Associação, existe um departamento de apoio psicológico aos cuidadores, bem como grupos de suporte ou de entreajuda para que possam “partilhar experiências e perceber que existem muitas pessoas a passar pela mesma situação e que não estão sozinhos. É necessário dar um outro destaque às pessoas com esta patologia para lhes proporcionarmos melhores condições.”

Apesar de nem todos pensarem num aspecto tão fundamental como ir de férias, é essencial que os próprios cuidadores informais descansem e tirem uns dias para si. Neste caso, “existem Unidades de Internamento Temporário quando os cuidadores informais têm de se ausentar, seja por motivo de férias ou para se submeterem a uma cirurgia, por exemplo. Existem algumas unidades que internam temporariamente o utente, com cuidados de saúde integrados e que estão habilitadas para acolher pessoas com demência”, adianta Marisa Mendes.

Estas unidades fornecem um bom suporte e os cuidadores podem ficar mais descansados por saberem que o familiar está a ser bem acompanhado.

 

Manual do cuidador

– Como prestador de cuidados, pode ter que passar por várias experiências desgastantes. É importante que tome atenção a si próprio, a fim de prestar a melhor ajuda ao seu ente querido. Saiba que não está só e que existem outros que compreendem e podem ajudar a enfrentar o desafio que tem pela frente.

– Logo de início, a segurança deve constituir a grande preocupação! Quem ajuda estes doentes deve tomar atenção aos potenciais perigos diários, como o fogão aceso, a condução descuidada do carro ou o risco de o doente se perder.

– Frequentemente, a pessoa que presta os cuidados ao doente com Alzheimer é a única pessoa com quem ele contacta, uma vez que a tendência da família e dos amigos é para se afastarem à medida que o quadro se agrava. Desta forma, é muito útil a quem presta os cuidados ensinar outras pessoas o que é a doença, a fim de estas poderem ajudar, quando for necessário.

– A prestação de cuidados é uma tarefa difícil para ser feita por uma única pessoa. Por vezes, o principal responsável pelo doente tem necessidade de fazer um intervalo na prestação dos seus serviços. É, pois, importante que outro dos membros da família ou dos amigos preencha esse hiato na matéria de cuidados.

FONTE: Alguns Conselhos sobre a Doença de Alzheimer. Publicado pela Associação Portuguesa de Amigos e Familiares de Doentes de Alzheimer.

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Dez regras a ter em conta

1 – De tempos em tempos, tire um dia para si e prepare-se para encarar verdadeiramente o futuro.

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