Viagens tropicais e exóticas sempre em segurança
Na África subsariana, pode sempre haver risco de contracção da malária pois a maior parte dos países são endémicos mas na Ásia o risco depende se as zonas são rurais ou urbanas. “A malária não é uma questão de países mas sim de locais. É a diferença entre ter de se fazer ou não a prevenção adequada”, defende Jorge Atouguia.
De salientar alguns problemas dermatológicos resultantes das picadas de insectos. O viajante deve usar roupas que cubram o corpo. “As moscas podem picar e produzir lesões dolorosas e dependendo dos locais para onde as pessoas vão, podem ter contacto com escorpiões ou aranhas sendo as preocupações são acrescidas.”
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Do dengue à febre-amarela
O dengue é também uma doença relevante para o viajante sobretudo se se viaja para países com surtos epidémicos. “Neste momento, com o começo das chuvas, tem-se assistido ao aumento de dengue em algumas regiões do Brasil e já vai surgindo na índia e no Sudeste Asiático”, adianta Jorge Atouguia.
O dengue provoca febre, dores ósseas, dores articulares, cansaço extremo mas é uma doença auto-limitada e benigna (para quem nunca teve a doença anteriormente). “O problema é que se a pessoa voltar a ser infectada por um serotipo diferente de dengue poderá desenvolver manifestações hemorrágicas, o que significa que não convém ter a doença pois as vezes subsequentes podem ser muito mais complicadas do que quando se contrai dengue pela primeira vez. Há poucos países onde existe apenas um serotipo da doença”, salienta o infecciologista.
A febre-amarela não constitui grande preocupação porque existem regras internacionais de sanidade que obrigam a que os viajantes sejam vacinados contra a doença. “Poderá ser um risco importante para as pessoas que vivem nas zonas endémicas e que não estão cobertas pela vacina”, adianta Jorge Atouguia.
Farmácia de viagem e bom senso. Sempre!
– Deve levar sempre consigo os produtos que usa por rotina. “Aconselha-se ainda que levem os medicamentos que os médicos prescrevem para prevenção de algumas doenças endémicas, como por exemplo, a malária, quando assim se justifica ou para doenças que possam surgir. Os outros medicamentos que os viajantes devem transportar estão relacionados com as actividades a desenvolver nos locais de destino”, defende o especialista em Medicina Tropical.
– Além disso, é importante não esquecer os repelentes para protecção dos mosquitos e protectores solares se vão para zonas onde vão estar expostos ao sol.
– O pânico pode também originar o descanso excessivo. “Passa-se de um extremo para outro com relativa facilidade. Somos muito de excessos entre o super pânico e o super alívio, o que pode ser perigoso. Devemos estar sempre alerta”, conclui Jorge Atouguia.
– As doenças de transmissão sexual são muitíssimo relevantes para determinados grupos etários e géneros. “Ainda há muito turismo sexual sobretudo para pessoas com estadias de média / longa duração”, alerta o especialista.
– “É importante que as pessoas se mantenham alerta depois do regresso porque há manifestações que só surgem passado algum tempo da transmissão da doença ou da infecção”, defende Jorge Atouguia. Ou seja, o facto de não terem contraído determinada doença durante a estadia não significa que o viajante esteja isento de risco após o regresso.

