Urticária: A culpa é da urtiga?
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Em grande parte das urticárias crónicas não se consegue identificar uma causa.
Além do desconforto associado à comichão intensa, há o risco de a urticária se complicar, sobretudo quando acompanhada de angiodema. A falta de ar é uma das complicações mais graves, quando a garganta fica obstruída pelo inchaço: pode haver perda de consciência, pelo que é preciso procurar ajuda médica com urgência. Há casos em que pode estender-se a todo o corpo, com envolvimento de vários orgãos – é o chamado choque anafiláctico: os brônquios ficam mais estreitos, respirar torna-se difícil, a pressão arterial cai, causando tonturas e até desmaio. Tudo acontece muito rapidamente, obrigando a uma intervenção de emergência pois há perigo de vida.
Esta é, naturalmente, uma situação extrema. Muitas vezes, a urticária aguda desaparece sem necessidade de tratamento, mas quando os sintomas persistem é possível atenuá-los. A comichão pode acalmar-se com aplicação de compressas frescas. Manter a pele hidratada também ajuda.
Geralmente é o suficiente, mas pode ser necessário tomar medicamentos: os anti-histamínicos, como o nome indica, bloqueiam a libertação de histamina, uma das substâncias responsáveis pela reacção alérgica. Pode ser aconselhada a toma de corticoesteróides, que contribuem para reduzir a inflamação, o inchaço, a vermelhidão e a comichão. Isto nas situações agudas, porque a urticária crónica exige um outro tipo de intervenção.
No âmbito dos cuidados a ter incluem-se também o uso de roupas largas e leves, de maneira a que o contacto com a pele seja mínimo: é que os tecidos, ao roçarem na pele, podem agravar as lesões. Também é importante evitar as substâncias responsáveis pela reacção, o que pode implicar a retirada de alguns alimentos da dieta ou a substituição de medicamentos. Já ficar a salvo dos insectos é mais difícil. As abelhas constituem um grupo especifico que pode originar reacções muito graves em pessoas susceptíveis.
Pólenes e afins
É aos pólenes que se deve a maioria das alergias sazonais, por isso mesmo chamadas polinoses. Espirros, congestão nasal (nariz entupido), corrimento nasal (pingo no nariz), prurido (comichão), por vezes tosse e irritação na garganta são as suas principais manifestações, a elas se juntando, por vezes, sintomas a nível ocular – olho vermelho e inchado e lacrimejo. Nalgumas situações, pode haver dificuldade em respirar.
Dado o impacto que a alergia tem no quotidiano, com prejuízo da qualidade de vida, é essencial minimizar a exposição aos pólenes: pode não ser fácil evitá-la por completo, mas é possível adoptar comportamentos que garantam alguma protecção: reduzir a actividade exterior, evitar desportos ao ar livre, evitar caminhar em espaços relvados, manter as janelas fechadas (em casa e no carro), sobretudo em dias quentes, secos e ventosos, usar óculos escuros fora de casa, usar filtros de partículas nos carros.
Nesta altura do ano, as gramíneas são as principais causadoras de alergia ao pólen.
É este o nome verdadeiro das plantas que conhecemos por fenos, daí a rinite alérgica também ser designada por “febre dos fenos” (ainda que não provoque sintomas febris…).

