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Resistência aos antibióticos: Um grave problema de saúde pública

26 Abril, 2010 0

Um antibiótico é uma substância natural ou sintética que tem a capacidade de inibir a multiplicação e destruir os microrganismos responsáveis pelas infecções. Falamos de resistência aos antibióticos quando estes perdem essa capacidade, ou seja, na sua presença os microrganismos não são destruídos, continuam a multiplicar-se e a agravar a infecção que estão a causar.

Que fenómenos estão na base da resistência aos antibióticos? Em primeiro lugar, há mecanismos naturais nos próprios microrganismos que, para sobreviverem, “aprendem” a resistir a estes fármacos. Mas este mecanismo, comum a todos os microrganismos, não é o mais importante.

Em segundo lugar estamos permanentemente a contactar, de forma inadvertida, com estes medicamentos porque eles são usados, muitas vezes sem controlo, na criação de gado, na piscicultura e em outros sectores da indústria alimentar. Ingerimos, sem saber, antibióticos contidos em muitos dos alimentos que comemos. E essa realidade é, também, um factor de indução de resistência.

Mas a principal causa está no uso indiscriminado, inadequado ou incorrecto dos antibióticos. A automedicação, a utilização de antibióticos em situações em que eles não estão indicados (constipações, resfriados, gripe ou outras viroses) ou a sua utilização incorrecta (não cumprimento da posologia diária ou do tempo total de tratamento) contam-se entre as principais causas deste fenómeno.

O problema está a crescer em todo o mundo, tornando ineficazes muitos tratamentos anti-infecciosos e obrigando à utilização de antibióticos alternativos, mais potentes, mas também mais caros e mais tóxicos.

Existem mesmo algumas bactérias (estafilococos) que se revelam resistentes a todos os antibióticos disponíveis, regressando-se, assim, relativamente às infecções por elas provocadas, à era pré-antibiótica em que as infecções ou curavam por si, ou o doente morria, o que nas infecções graves acontecia na maioria das vezes.

 

Não esqueça

• Tenha comportamentos de higiene que diminuam as infecções e, assim, a necessidade de tratamentos com antibióticos: lave frequentemente as mãos com água e sabão e cozinhe bem os alimentos.

• Use as vacinas disponíveis para evitar as infecções. Quanto menos infecções menos antibióticos.

• Não à auto-medicação. Nunca tome antibióticos por sua iniciativa. Os antibióticos só devem ser tomados quando forem prescritos pelo seu médico.

• Respeite a posologia que lhe foi aconselhada: tome o antibiótico às horas que lhe foram indicadas.

• Cumpra o prazo de tratamento que lhe foi prescrito: não pare o tratamento antes do tempo que lhe foi indicado, mesmo que já se sinta melhor.

• Se sentir algum tipo de intolerância ao antibiótico, deve avisar o seu médico e não interromper o tratamento por sua iniciativa.

Jaime Pina
Fundação Portuguesa do Pulmão

FARMÁCIA SAÚDE – ANF

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