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Unidade de Saúde Integrada e Hospital Oeste-Norte

1 Fevereiro, 2005 0

Todos os homens sentem necessidades individuais ou colectivas resultan­tes de viverem em sociedade como, por exemplo: comunicação, justiça, preservação de ambiente, educação, cultura, saúde, protecção social, bem-estar, defesa colectiva, transportes e se­gurança.

As necessidades que atingem a colectividade e que emanam da vida social só podem ser satisfeitas pela própria sociedade, são as chamadas necessidades públicas, sociais ou colectivas. Para responder às necessidades colectivas e porque os recursos são escassos, é indispensável a sua gestão racional, de forma a ajustá-los à sua satisfação, através da sua hierarquização e estabelecimento de critérios de prioridade.

A evolução dos conceitos de saúde/doença, hospital e cuidados de saúde, a par da evolução crescente das despesas com a prestação de cuidados de saúde e do papel do Estado como agente económico, regulador e prestador, pode constituir um ponto de partida e um desafio para o encontro de alternativas de procura de melhores cuidados, para mais bem-estar das populações e, mais eficientes, sem perda de garantia de qualidade e com o aumento da responsabilidade social, das instituições e dos seus dirigentes.

O preâmbulo a resolução do Conselho de Ministros N.º 59/2002, de 22 de Março, relativa à protecção social a transcreve a seguinte informação:

«A Organização Mundial de Saúde estima que nos próximos 20 anos aumentem em 300% as necessidades em cuidados de saúde da população mais idosa, paralelamente a um aumento acentuado da prevalência de doenças não transmissíveis de evolução prolongada.

Surgirão, assim, novas necessidades de saúde e de apoio social, principalmente de longa duração: Estas mudanças reclamam das políticas de saúde e de solidariedade a adopção de uma abordagem que privilegie a satisfação das crescentes carências nesta matéria.»
Para o Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) «o hospital e a sua organização, interessa a muitos: pela natureza dos problemas que tratam, por aquilo que as pessoas dele esperam, pelas culturas e expectativas de uma grande diversidade de profissionais que neles trabalham e pela importância dos recursos que eles mobilizam».

Nos últimos 20 anos podemos falar de uma revo­lução tecnológica nos equipamentos e instalações técnicas hospitalares de tal forma evidente que um hospital português inaugurado em 1980 não é comparável tecnologicamente com um hospital inaugurado no ano 2000.

João Bilhim defende que «o princípio do compro­misso, implica que o planeamento a curto prazo não seja, realmente, um planeamento para decisões futuras, mas sim, para determinar o impacto futuro, das decisões de hoje».

A utilidade das técnicas de avaliação económica ajudam a preparar a decisão e, como defendem Drummond e Stoddart, «a avaliação económica constitui um auxiliar de tomada de decisão, não um substituto do raciocínio».

Brian Smith suspeita que «os três principais factores da análise do controlo dos custos em saúde, em discussão nos próximos 10 ou 20 anos, em todo o mundo serão: a avaliação tecnológica; perfis de atendimento médico e limites à acessibilidade».

Sendo o hospital uma estrutura base determinante, tanto em termos da prestação de cuidados, como dos encargos assumidos com a prestação diferenciada e, com um elevado ritmo de renovação e evolução tecnológica, referimos a concepção do hospital do futuro desenhada por John Kimberly, «a eficiência não só é possível como é desejável no hospital do futuro. É claro que os hospitais são instituições em mudança, num mundo com um processo de mudança ainda mais rápido, assim, o hospital do futuro, terá de responder aos seguintes desafios: o extraordinário aumento dos custos; inovação biomédica; inovação da tecnologia médica; inovação das tecnologias de informação e comunicação; novos conceitos de doença e saúde e alteração da atitude e do comportamento do consumidor».

Uma atitude realista e racional mostra que há, de facto, necessidade imperiosa de serem desenvolvidos processos de inovação e engenharias de gestão da saúde que recorram a reformas incrementais para contrariar o aumento descontrolado das despesas. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve procurar perceber e estar atento às reformas e caminhos percorridos por outros países da União Europeia, para encurtar o processo de mudança para uma melhor governação da saúde.

É na perspectiva de construir o futuro que apresentamos os projectos: «Centro Integrado de Cuidados de Saúde (CICS) e Hospital Oeste-Norte (HON)».

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