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Unidade de Saúde Integrada e Hospital Oeste-Norte

1 Fevereiro, 2005 0

Centro Integrado de Cuidados de Saúde (CICS)

1. Hospital Oeste-Norte (HON)

Internamento geral (medicina, especialidades mé­­di­­cas, cirurgia e especialidades cirúrgicas)

Materno-Infantil (Obstetrícia/Ginecologia, Neona­tologia, Pediatria e Centro de Desenvolvimento)

Centro de diagnóstico

Técnicas médico-cirúrgicas

Logística (administração e serviços logísticos)

Emergência/Urgência Hospitalar e Materno-Infan­til – (0-24 h)

Consultas Externas tipo A (com utilização de técni­cas) e B (sem utilização de técnicas)

Hospital de Dia

Centro de Saúde Central (Saúde Pública, Medicina Familiar e central de pensos)

Sociocultural (creche, centro lúdico e centro de dia)

2. Unidade de Saúde de Caldas da Rainha

Centro cirúrgico dia

Unidade de Reumatologia (com utilização de tratamentos termais) – 30 camas

«Hospitel» Cuidados Continuados (apoio à alta hos­pitalar precoce) – 60 camas

Unidade de Reabilitação/Ambulatório

Consultas Externas tipo B (sem utilização de técnicas)

Unidade de Cuidados de Saúde Domiciliários

Serviço de Atendimento Permanente – SAP – (8–24 h)

3. e 4. Unidades de Saúde de Alcobaça e Peniche

«Hospitel» Cuidados Continuados (apoio à alta hos­pitalar precoce) – 40 camas

Unidade de Reabilitação/Ambulatório

Consultas Externas tipo B (sem utilização de técnicas)

Unidade de Cuidados de Saúde Domiciliários

Serviço de Atendimento Permanente – SAP – (8–24 h)

5. a 12. Subunidades de Saúde Locais

Centros de Saúde do HON, Caldas da Rainha, Alcobaça, Peniche e outros concelhos (Saúde Pública, Medicina Familiar, educação para a saúde e central de pensos).

Este modelo de Centro Integrado de Cuidados de Saúde (CICS) estará programado para a realidade, num futuro próximo, dos desafios relacionados com a competitividade e a concorrência entre Serviços de Saúde, garantindo a possibilidade de realização de actos clínicos e de enfermagem, em regime de prestação privada e atendimento doentes, sem limite da sua área de atracção e influência, natural e legal.

Acessibilidade. Como Fazer?

O acesso aos cuidados não emergentes ou urgentes de cada uma das Unidades de Saúde que constituem o Centro Integrado de Cuidados de Saúde (CICS) do Oeste-Norte faz-se através da medicina familiar (médico de família), tendo em vista um atendimento programado, de forma a percorrer-se a cadeia de cuidados (dos cuidados primários aos diferenciados) e a verificar-se a ajustada racionalização técnica e social dos meios físicos, técnicos e humanos disponíveis, de acordo com o estado da arte e os recursos disponíveis na Sub-Região Oeste Norte.
A acessibilidade à Unidade de Saúde Central – Hospital Oeste-Norte, será assegurada por um sistema de transportes gratuito, dedicado aos utentes, a partir de Caldas, Alcobaça e Peniche.

O Hospital Oeste-Norte (HON)

O Hospital Oeste-Norte, nível III, é uma proposta de programa e projecto hospitalar que defende uma estratégia de concentração dos hospitais: Caldas da Rainha, nível II (1971 – 127 camas); Alcobaça, nível I (1890 – 63 camas) e Peniche, nível I (1986 – 50 camas). Este Hospital terá 250 camas e a sua missão é a prestação de Cuidados de Saúde à população da Sub-Região Oeste-Norte. Será instalado num «campus» com uma área de cerca de 150.000 m2 (15 hectares). Contará com os cerca de 1000 profissionais existentes nos três hospitais referidos.

A área de influência é a seguinte: Comunidade Urbana do Oeste – Oeste-Norte, constituída por sete concelhos: Alcobaça (56.823 hab.); Caldas da Rainha (48.563 hab.); Nazaré (14.324 hab.); Bombarral (13.309 hab.); Cadaval (13.309 hab.); Óbidos (10.809 hab.); Peniche (27.312 hab.) e ainda parte do concelho de Rio Maior, o que perfaz cerca de 200.000 habitantes (INE – Censos de 2001) e mais de 250.000 habitantes, se considerarmos a população flutuante.

O desenvolvimento do potencial turístico e económico da Comunidade Urbana do Oeste – Oeste-Norte; a afirmação da sua excelência sanitária, em termos da prestação e acessibilidade aos Cuidados de Saúde dos cidadãos/clientes e a garantia de qualidade deve conduzir, na minha perspectiva, à edificação de um Centro Integrado de Cuidados de Saúde (CICS) – Hospital Oeste-Norte (A – investimento de cerca de 60 milhões de euros, PPP – empreitada principal; B – investimento no equipamento da central de diagnóstico e serviços hote­leiros de cerca de 15 milhões de euros, PPP – empreitada secundária) adequado ao contexto regional e cuja concepção e estrutura tecnológica permita uma performance elevada ao nível da sua eficiência, eficácia, efectividade e equidade.

Esta nova unidade hospitalar moderna será integrada em rede de cuidados, desde a prevenção aos cuidados continuados. O desenvolvimento deste projecto/ideia base implica a redefinição da missão dos três hospitais, em processo de concentração.

O modelo de investimento assentará no modelo «Private Finance Investment» (Parcerias Público/Privadas – PPP e Sector Social). O modelo de exploração manter-‑se-á no âmbito da administração pública e será baseado em parcerias com empresas de outsourcing, ao nível dos serviços de logística e meios complementares de diagnóstico e terapêutica (imagiologia, patologia clínica, medicina física e de reabilitação e determinadas técnicas médicas e cirúrgicas).

A actividade principal «core business» será da responsabilidade directa da administração pública, a saber: prescrição de medicamentos e de meios de diagnóstico e tratamento, consultas externas, actos médicos: cirúrgicos e não cirúrgicos, por se entender que são funções que o
Estado não pode alienarem, por razões de garantia de qualidade da prestação de cuidados e do controlo da despesa pública.

A acessibilidade ficará garantida pela assinatura de um protocolo que estabelecerá os seguintes prazos máximos de acessibilidade: exames e tratamentos 15 dias; consultas externas 30 dias e cirurgias 180 dias (sempre com o respeito pelo tempo clinicamente aceitável).

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