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Terão os atletas maior vulnerabilidade face à morte súbita?

10 Fevereiro, 2010 0

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Não são para aplicar indiscriminadamente e devem ser ajustados à indicação de cada caso concreto.

Esta investigação adicional é necessária quando são identificados: 1) sintomas induzidos pelo esforço como a síncope (desmaio), palpitações/ taquicardias, dores torácicas suspeitas ou dispneia (falta de ar) 2) alterações electrocardiográficas suspeitas ou claramente patológicas 3) factores de risco cardiovasculares: hipertensão arterial, dislipidémia (colesterol elevado), diabetes, tabagismo 4) história de morte súbita prematura em familiares próximos.

Mesmo com a enorme evolução nos exames de diagnóstico na área da Cardiologia e Medicina Desportiva, a identificação dos atletas em risco de MSC na ausência de qualquer anomalia estrutural do coração, constitui um desafio para os profissionais de saúde.

O exercício físico intenso, de competição ou não, profissional ou não, induz alterações físiológicas e estruturais do coração, com bradicardia e outras alterações do ritmo e da condução eléctrica (bloqueios de baixo grau), a dilatação ligeira das cavidades cardíacas e a hipertrofia ventricular fisiológica, condição benigna designada “Coração do Atleta”.

As fronteiras entre o coração de atleta e do coração com doença, do normal e do patológico, nem sempre são fáceis de desenhar. Para além dos exames referidos, por vezes, é necessária a abstinência de prática de exercício durante alguns meses para avaliar da reversibilidade das alterações.

 

Os equipamentos e dispositivos que podem salvar vidas

Situações de paragem cardíaca por arritmias potencialmente fatais (fibrilhação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso) vão continuar a acontecer durante o exercício, ou após o exercício, embora possam também acontecer sem relação com o exercício. Nessas ocasiões, o único tratamento eficaz é o suporte básico de vida e o choque de desfibrilhação eléctrica, cuja eficácia decresce em 10% por cada minuto que passa, e, portanto, deverá ser aplicado nos primeiros 6 minutos após a paragem.

Os recintos e eventos desportivos devem ter desfibrilhadores automáticos externos (DAE) disponíveis para ocorrer a emergências deste tipo em atletas ou espectadores. Estes equipamentos são de utilização simples e segura, podendo ser usados por leigos (não médicos) em muitos países que dispõem de equipamentos deste tipo em locais públicos (aeroportos, estações de comboio, centros comerciais). Em Portugal também já vão sendo usados e existem casos de sucesso documentados.

Em determinadas situações é possível tratar a anomalia eléctrica que causa a arritmia por terapêuticas de ablação, permitindo que após reavaliação e confirmação do sucesso terapêutico os atletas voltem à competição. Noutros casos poderão ser tratados com dispositivos como os pacemakers e ficarem aptos para alguns tipos de desporto, mas não desportos de contacto.

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Já os sobreviventes de MSC por reanimação com sucesso, excluída uma causa reversível evidente (alterações electrolíticas, metabólicas ou enfarte agudo do miocárdio) ou com patologia associada a risco de MSC, o tratamento mais eficaz é a implantação de um cardioversor-desfibrilhador (CDI), dispositivo capaz de terminar as arritmias malignas através da administração automática de um choque eléctrico. Nestes casos ficarão definitivamente inibidos de competição ou exercício intensos.

 

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