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Acidentes Vasculares Cerebrais: Há minutos que fazem a diferença

9 Fevereiro, 2010 0

O número de novos casos de Acidentes Vasculares Cerebrais ronda os 150 por cem mil habitantes por ano, existindo variações consoante a região do país. Os números são preocupantes e é essencial estar alerta. A prevenção é mais fácil e positiva do que o tratamento. Já pensou nos ganhos que terá a sua vida se conseguir evitar um AVC? Saiba como fazê-lo.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) predomina nos seniores, sendo o envelhecimento uma das causas da sua ocorrência. A Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) considera-o como “uma catástrofe mundial, prevenível e tratável”. Para prevenir a ocorrência de um AVC, “é fundamental corrigir ou controlar factores de risco, ditos modificáveis, tais como a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, cessar o tabagismo, combater a obesidade, o sedentarismo e a hipercolesterolemia”, defende a Dr.ª Teresa Fonseca, assistente graduada de Medicina Interna do Centro Hospitalar Norte (Hospital Pulido Valente).

A hipertensão arterial é o factor modificável mais importante, pois “é fundamental que os indivíduos mantenham os níveis tensionais baixos. A tensão arterial adequada para cada pessoa deverá ser determinada pelo seu médico, de modo individualizado, mas, se quisermos generalizar, uma pressão arterial considerada óptima será mais baixa que 120/80 mmHg”, acrescenta a especialista.

O AVC caracteriza-se ainda por outros factores de risco importantes, como por exemplo alguns tipos de arritmias cardíacas “ou estreitamentos provocados por placas ateroscleróticas nas artérias que irrigam o cérebro, e, nesses casos, a prevenção passará por uma medicação antiagregante ou anticoagulante, para que não se formem trombos ou êmbolos, ou até por uma cirurgia de revascularização das carótidas”.

Além de ser fundamental a prevenção primária, é importante não esquecer que, quem já teve um AVC, está em maior risco de desenvolver um segundo. Teresa Fonseca diz-nos que “um em cada seis sobreviventes terá um novo AVC em cada ano, podendo ser uma grande parte destas recorrências fatais ou incapacitantes. Assim, nesses casos, há que incrementar todas as medidas de prevenção possíveis”.

 

Modificação dos estilos de vida

Tal como em outras patologias, é essencial a adopção de estilos de vida saudáveis, em que o exercício físico diário seja uma constante, aconselhando-se, pelo menos, 30 minutos de marcha por dia. “Tal vai permitir manter o peso corporal, a mobilidade articular e a boa performance física, para além de ajudar a controlar a tensão arterial e as gorduras sanguíneas”, adianta Teresa Fonseca. Outro aspecto fundamental é o de reduzir drasticamente o sal da alimentação, o que vai permitir um melhor controlo da pressão arterial, entre outros benefícios. “Corrigir os excessos de peso com dieta adequada é também essencial. Qualquer fumador deverá cessar imediatamente hábitos tabágicos, havendo neste momento disponíveis consultas médicas especializadas para este acompanhamento, em muitos centros de saúde e hospitais.”

 

Hipertensão arterial e demência

Já todos sabemos que os valores tensionais altos são muito graves e possibilitam a ocorrência de várias patologias. “A hipertensão vai causando outros estragos ao longo dos anos e de uma maneira insidiosa. Com efeito, não são só os vasos sanguíneos que são agredidos, também o próprio tecido cerebral é afectado provocando lesões sobretudo nas regiões mais profundas do cérebro, o que favorece, entre outras situações, o aparecimento de demência”, salienta o Prof. Victor Oliveira, neurologista do Hospital de Santa Maria e vice-presidente da SPAVC.

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