Arquivo de Desporto - Médicos de Portugal

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Mas ao contrário do que se pensa, o stress não merece uma visão tão negativa, já que sem ele, provavelmente nem nos conseguiríamos levantar ou realizar as tarefas do nosso dia-a-dia. Todo o bom desportista sabe que na realidade o stress até pode constituir uma fonte de prazer.

O efeito real e imediato daquilo a que chamamos stress é a activação de todos os recursos disponíveis, o que se revela indispensável em toda uma variedade de circunstâncias desde situações de emergência, de avaliação ou competição.

O aumento da ansiedade melhora o desempenho, mas apenas até certo ponto a partir da qual a relação inicialmente positiva passa a negativa, decrescendo o desempenho à medida que a ansiedade aumenta.

Assim, é perfeitamente normal (e até importante) algum nível de ansiedade durante as provas desportivas, a fim de maximizar o desempenho. O problema surge quando o nível de ansiedade se revela excessivo e logo desadaptativo, prejudicando os resultados.

Quase todos os acontecimentos são passíveis de provocar stress. Alguns são perfeitamente óbvios – como o desemprego, divórcio, doenças graves... – outros, nem por isso – actividades difíceis de conciliar, imprevistos, frustrações, etc.

Todos sabemos que o exercício físico melhora a saúde: As estimativas indicam que a boa forma física reduz o risco de morte em 40%. O Exercício físico proporciona sensações de prazer, autocontrole e, quando praticado regularmente pode mesmo ajudar a controlar as dependências.

Desta forma praticando exercício físico estamos a apostar na nossa saúde e a contribuir para a prevenção e redução dos níveis do stress.

A tensão muscular é um dos sintomas mais frequentes do stress. As postura incorrectas e o estilo de vida geralmente adoptado no dia-a-dia – em que geralmente a única parte do corpo que exercitamos são os dedos, para escrever ao computador – em nada colaboram para melhorar esta situação.

Contrariamente ao que a maioria das pessoas considera, a relaxação é muito mais do que estar deitado num bom sofá a ouvir música clássica, já que o conceito de relaxamento envolve o afrouxamento da regulação do sistema nervoso.





Desde as corridas loucas nos recreios da escola, entre as escondidas, as apanhadas ou numas trocas de bola, passando pelas escaladas em altura, as crianças não conseguem estar paradas.


Por isso, mesmo sem estarem inscritas em qualquer modalidade desportiva, as crianças despendem energias, desenvolvendo músculos e articulações. Brincar é um hino ao exercício físico, pleno de espontaneidade.


Mas, mais cedo ou mais tarde, o desporto acaba por fazer parte da sua vida, com uma ou mais horas semanais dedicadas à prática de ginástica, natação, judo ou atletismo, seja através dos programas escolares, seja por iniciativa individual.


A educação física visa desenvolver o potencial psicomotor, sendo também um importante factor de socialização.


Em crianças com desempenhos escolares médios, o desporto pode ser um óptimo instrumento de valorização e reconhecimento pessoal, contribuindo em muito para a autoestima, para além de se verificar que crianças mais activas têm um melhor aproveitamento escolar.


E, num tempo em que a permanência na escola é longa, as crianças necessitam de exteriorizar a sua energia, funcionando o desporto como um factor de equilíbrio: um tempo para as actividades intelectuais e outro para as actividades físicas.


Ginástica, patinagem ou natação são exemplos de modalidades em que a criança é confrontada consigo própria, é a sua própria rival, na medida em que os exercícios acabam por exigir que faça melhor do que da última vez.


Estas actividades proporcionam à criança uma certa confiança, mas também podem levá-la a um certo isolamento, contrastando com os desportos colectivos, que implicam combate e oposição, confronto com os outros, podendo exacerbar o espírito de competição. No entanto, a promoção do trabalho em equipa é uma das grandes vantagens dos desportos colectivos no desenvolvimento psicomotor da criança.


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"Eu é que sei o que me dói!". Este é um desabafo que se ouve com frequência, muito revelador da subjectividade que gravita em torno da dor. É que não há duas dores iguais e a mesma lesão pode desencadear sensações de intensidade distinta em duas pessoas diferentes ou até na mesma pessoa em momentos diferentes.


Além disso, até há dor sem lesão aparente, o que contribui ainda mais para o seu carácter subjectivo.


Mas se exigiu demasiado aos seus músculos ou foi fazer desporto e se esqueceu do indispensável aquecimento... e hoje sente dores musculares, até mesmo fadiga extrema, saiba que estas poderão durar vários dias.


No caso de dores musculares, o melhor remédio é mesmo o repouso. A situação pode ser aliviada com analgésicos/anti-inflamatórios de acção local e/ou sistémica.


Convirá ainda tomar um banho bem quente (cerca de 40º) durante um quarto de hora, logo após o treino.


Assim, vai limitar a possibilidade de sentir dores no dia seguinte.


Contracção involuntária e dolorosa, a câimbra pode surgir em pleno esforço e obriga à interrupção imediata durante alguns minutos. Embora a causa não seja clara, pode resultar de carências de magnésio, cálcio ou potássio, de má preparação técnica ou de posição. A única coisa a fazer é colocar-se no sentido contrário da câimbra, estendendo o músculo contraído.


Contudo, se as câimbras se repetirem, talvez seja melhor consultar o médico.


A dor é, indiscutivelmente, uma experiência desagradável, fonte de sofrimento em maior ou menor grau.


Mas, em certa medida, é também um sinal de alarme do organismo: assim acontece com a chamada dor aguda, avisando para uma alteração física resultante, por exemplo, de um traumatismo.





Os motivos para a inatividade estão associados à capacidade psicológica da mulher para iniciar a prática de exercício ou à sua capacidade física, no caso de sofrer de algum problema ou patologia que a impeça de realizar certos de movimentos ou exercícios. Os especialistas deparam-se, cada vez mais, com situações de aconselhamento e prescrição de exercício físico a pessoas com condições clínicas associados, onde os riscos e preocupações são maiores.
 
De forma a esclarecer essas dúvidas, a sexta edição do Congresso PRACTICE tem como tema “Avaliação na Terapia com o Exercício”. A ter lugar nos dias 27 a 28 de Outubro, no Auditório Agostinho da Silva da Universidade Lusófona em Lisboa, um dos objetivos primários passa por evidenciar os métodos disponíveis para avaliar a motivação psicológica do indivíduo para iniciar a prática do exercício físico e a pessoa está em condições para realizar todo e qualquer tipo de exercício.
 
“Os especialistas têm vindo a defender, cada vez mais, a prescrição de exercício físico por parte dos médicos, de forma a prevenir ou melhorar várias patologias. No nosso país, ainda não é muito recorrente a recomendação do Médico de Família na prática de exercício físico. No entanto, quando isso acontece, geralmente o profissional não possui um conhecimento especializado nesta temática, pelo que não sabe aconselhar quais os exercícios e atividades mais benéficas para cada tipo de paciente. O nosso objetivo, este ano, é promover e informar todos os profissionais de saúde relativamente aos vários métodos existentes para uma avaliação clínica contextualizada para a prática de exercício físico em doentes crónicos”, explica o Dr. Jorge Ruivo, Médico de Medicina Desportiva.
 
Os Portugueses sofrem, cada vez mais, de várias patologias relacionadas com o sedentarismo: 49,5% dos adultos têm excesso de peso ou obesidade, dois milhões são hipertensos e, aproximadamente, um milhão são diabéticos. Estas situações afetam a toda a sociedade, através da diminuição da qualidade de vida e do incrementar da despesa com a Saúde. No sentido de a combater, a prática ajustada de Atividade Física e o Exercício Físico são altamente recomendados por instituições credenciadas, como a Organização Mundial de Saúde.
 
O PRACTICE é uma organização interdisciplinar composta por Médicos, Fisioterapeutas e Especialistas do Exercício que se dedicam a estudar a aplicação do exercício físico na prevenção da doença, a sua possível atuação em indivíduos em risco ou portadores de patologia, e os seus efeitos na reabilitação. O seu grande objetivo passa por promover a divulgação e discussão dos efeitos terapêuticos da Atividade física, do Exercício e do Desporto nos vários problemas de Saúde Pública, salientando as sinergias que podem ser criadas entre a Ciência Médica e as Ciências do Exercício.





Quem a observa atentamente não calcula a idade e percurso que tem. Um olhar atento e uma postura de confiança perante a vida e os desafios dão cor aos seus 84 anos dedicados, na sua maioria, ao yoga. Quando lhe perguntamos qual é o segredo para a sua longevidade e saúde a resposta é diversificada, mas assenta em três bases principais: motivação e optimismo; prática do yoga; preocupações gerais com a manutenção da saúde.


Responde a sorrir frisando o gosto de abraçar desafios e o seu permanente desejo de "adaptação aos novos tempos". Dá aulas quatro vezes por semana no Ginásio Clube Português e, actualmente, está a tirar um curso de informática.


Iniciou a sua vida em África, onde permaneceu 26 anos. Durante 36, fez ginástica de competição, mas não parou. Em 1956, Clotilde praticava equitação de alta competição e o seu médico alertou-a para o facto de esta dever praticar yoga para prevenir futuros problemas de desgaste da lombar.


Foi em Bruxelas que descobriu esta filosofia e prática, uma forma de estar na vida e de trabalhar corpo e mente. Resolveu tirar o curso e começou a dar aulas em Portugal. E a formação não ficou por aqui. "Todos os anos, tirava um curso e concluí o mestrado em pránàyáma (respiração), nos Estados Unidos", afirma.


 


Preocupação com a saúde


A aparência saudável de Clotilde explica-se igualmente, segundo afirma, pelo seguimento de uma dieta vegetariana há cerca de 30 anos. "Não como carne vermelha há 40 anos, porque desgosto. Como uma ou duas vezes por mês frango. Assumo-me como vegetariana, principalmente, porque gosto."


Acrescenta ainda que, por vezes, come queijo fresco e os restantes alimentos praticamente sem sal. Mas não pára por aqui. Faz caminhadas diárias de uma hora que a ajudam a concentrar-se para as suas aulas e a estimulá-la a abraçar as mudanças que um mundo célere traz.


 


O que é o yoga?


O yoga divide-se em quatro vertentes principais e que são as seguintes: respiratória (pránàyáma), física (ásana), mental/psicológica (meditação) e relaxamento. A respiração está na base desta prática, daí que seja fundamental "saber respirar e descobrir para que serve cada tipo de respiração", justifica a professora que pratica seis horas de yoga por dia de aula. Os ásana (exercícios físicos) decorrem de um estado de relaxamento e de uma respiração adequada, sublinha Clotilde Ferreira que explica que cada ásana tem uma respiração específica.


Salienta que este tipo de trabalho apenas deve ser realizado se os alunos não apresentarem problemas de saúde opostos à prática de yoga, daí a importância da interacção professor (a) e aluno (a) aquando da introdução às aulas de yoga.


 


Yoga para empresários


Na óptica de Clotilde Ferreira, a aprendizagem e treino da respiração nas empresas são cruciais para maximizar a saúde e concentração dos profissionais.


Perpectiva que a criação de "aulas de yoga neste meio será o futuro em Portugal", à semelhança do que se tem verificado em outros países, como por exemplo, nos Estados Unidos e em França. Embora a professora afirme que tem conhecimento da existência de aulas de yoga em bancos em Portugal.


"Muitas vezes, as pessoas não têm tempo para sair e, por isso, vai lá um professor dar uma aula de yoga". Sem fundamentalismos, e porque nem todas as pessoas apreciam este tipo de prática, aconselha-as a praticarem qualquer tipo de actividade física, mesmo dentro da empresa. Realidade visível em muitos países actualmente.





A conhecida frase "Mente sã em corpo são", celebrizada pelo poeta romano Juvenal, que remonta aos primeiros séculos da época cristã, ganhou outra dimensão à luz dos conhecimentos trazidos a lume pela neurociência. Mas, muito embora a ciência dê passos largos na descoberta de novos dados, não se pode dizer que o "casamento" entre o corpo e a mente seja uma novidade dos tempos que correm. O conceito de "atleta-académico", surgido na Grécia Antiga, ilustra o grau de importância concedido à actividade física na manutenção de uma boa forma corporal e intelectual.


Mais recentemente, os estudos de comportamento animal, - apesar de não demonstrarem dados completamente conclusivos - apontam para os benefícios psicológicos do exercício físico.


"Quando sujeitos a paradigmas de stress, os roedores [animais utilizados na investigação] reproduziram modelos depressivos - semelhantes aos dos seres humanos -, que se caracterizam, fundamentalmente, pela apatia e diminuição da actividade, perda de interesse e eficácia intelectual e cognitiva", diz Óscar Gonçalves, professor catedrático de Neuropsicofisiologia da Universidade do Minho.


Após um programa de exercício físico voluntário, "verificou-se uma melhoria desses padrões", sublinha. Na perspectiva deste investigador, nos seres humanos, o exercício físico - entendido como um "fármaco natural" - pode atenuar os sintomas da depressão. "Embora seja difícil estabelecer um relação de causalidade, o exercício físico pode ser bom regulador dos processos emocionais e um coadjuvante no tratamento da ansiedade e da sintomatologia depressiva", completa. Paralelamente, são conhecidos outros efeitos "acessórios" do exercício físico: despoleta um estado de espírito mais positivo e aumenta a eficácia do funcionamento cognitivo e intelectual.


Na tentativa de encontrar respostas para estes fenómenos, a ciência, através de estudos animais, demonstrou que os benefícios do exercício físico se relacionam com os processos bioquímicos, responsáveis pelo estabelecimento de conexões entre os neurónios.


"O exercício físico induz uma maior plasticidade das células nervosas, dos neurónios e das células da glia [células de suporte que ajudam a alimentar os neurónios]. Assim, do ponto de vista cognitivo, a actividade física induz a comunicação entre as células nervosas e facilita a formação de novos neurónios (processo conhecido por neurogénese)", afirma Óscar Gonçalves.


A revista Newsweek, escrevia, na edição de 7 de Abril de 2007, que o processo neuroquímico é desencadeado pela contracção muscular. A cada contracção do bíceps, é activado o envio de uma proteína, designada de IGF-1, que percorre toda a corrente sanguínea até alcançar o cérebro. Chegada ao cérebro, esta substância assume o comando na produção de neutrotransmissores, nomeadamente do factor neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, sigla do inglês). Esta molécula é responsável pelo sustento de várias actividades relacionadas com o intelecto.


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Nunca o homem teve tantos meios para ser saudável e viver tanto tempo. Segundo um relatório de 2005 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a esperança média de vida passou de 64 anos em 1960 para os 77 anos em 2003. Apesar de termos à nossa disposição uma infinidade de recursos que nos permitem viver mais e melhor, a nossa qualidade de vida tende a degradar-se.


Talvez o principal motivo se prenda com o facto de não termos uma "cultura de prevenção", ou seja, só reagimos quando a doença se manifesta, mas pouco fazemos para que ela não apareça.


Parece não restar dúvidas de que os problemas de saúde que mais comprometem a nossa qualidade de vida estão relacionados com as patologias do foro musculo-esquelético (comprometem os músculos, as articulações e os tendões).


Um exemplo elucidativo é nos dado através dos problemas de coluna, visto estar descrito que 80 em cada 100 pessoas têm - ou vão ter - dores nesta estrutura corporal. Tais problemas estão particularmente relacionados com as "doenças profissionais", genericamente designadas de Lesões Músculo Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT).


As principais causas descritas são os gestos repetidos, as posturas inadequadas e as "deficientes" condições de trabalho. Tais lesões são, habitualmente, acompanhadas por sensações de dor, fadiga, queda de performance no trabalho e/ou incapacidade. Elas são potenciadas, entre outros factores, pelo facto da maioria das pessoasnão possuir uma boa capacidade muscular.


As LMERT ocupam o primeiro lugar nas designadas "doenças profissionais", no entanto de acordo com o Observatório Europeu de riscos no trabalho, o stresse deverá ser a doença profissional mais frequente em 2020.


É importante não esquecer que é no trabalho que passamos grande parte da nossa existência e que a nossa qualidade de vida depende, em larga medida, da actividade laboral. Em contrapartida, é no trabalho que se podem adquirir um conjunto de "doenças profissionais", que estão na origem da degradação da nossa qualidade de vida e da capacidade de produção.


De referir que as LMERT atingem o trabalhador no auge de sua produtividade e experiência profissional, isto é, na faixa etária dos trinta aos quarenta anos. O sexo feminino, devido a questões hormonais, à habitual dupla jornada de trabalho (trabalham no emprego e em casa) e também devido a uma maior incapacidade muscular que o homem para realizar determinadas tarefas, é frequentemente mais atingido.


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A maioria das evidências científicas preliminares atribui à glicosamina um papel favorável na prevenção e no tratamento de patologias osteoarticulares como a osteoartrose.


Embora não exista um enquadramento legal para estes produtos, os nutracêuticos podem ser definidos como substâncias nutricionais com efeitos benéficos, quer de índole fisiológica, quer na prevenção e tratamento de doenças. A glicosamina é dos nutracêuticos que mais têm sido sujeitos a investigação, com mais de 20 ensaios clínicos aleatorizados envolvendo mais de 2500 pacientes.


A glicosamina é formada pela combinação de glicose, um monossacarídeo, e de glutamina, um aminoácido. É uma substância naturalmente encontrada no organismo, quer como constituinte do ácido hialurónico, quer em cartilagens, onde tem um papel importante na sua resiliência.


Muitos investigadores acreditam que as cartilagens estão constantemente a reconstruir-se/remodelar-se; assim que uma cartilagem velha ou danificada degenera é substituída por uma nova e saudável. A glicosamina é, essencialmente, necessária à produção de glicosaminoglicanos (GAG), que são proteínas que captam água na cartilagem e formam a matriz tecidular que liga o colagénio.


Juntos, o colagénio e os GAG reconstroem continuamente a cartilagem. A taxa de produção de glicosamina a partir da glicose e da glutamina é um passo limitativo na produção de GAG e daí a potencial pertinência da sua suplementação.


 


Degeneração progressiva da cartilagem


Alguns factores como a idade, a sobrecarga ponderal e lesões repetidas contribuem para a degeneração progressiva da cartilagem. Aliás, estima-se que mais de 1/3 das pessoas com idade superior a 45 anos possuam sintomatologia relacionada com a osteoartrose, como dores, rigidez e diminuição da capacidade funcional da articulação afectada. Esta situação pode ser explicada pelo facto de existir uma diminuição da actividade mitótica e da síntese de condrócitos (único tipo celular presente na cartilagem madura com responsabilidade pela reparação do tecido lesado) com o decorrer dos anos.


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Corpo à prova


Os desportos de Inverno, são uma actividade física normalmente praticada em altitude, exigindo por isso um esforço superior. Da patinagem no gelo ao ski, passando pelo snowboard e por alguns desportos mais radicais, todos colocam à prova músculos e articulações, bem como os sistemas circulatório e respiratório.


 


Pelo seguro


O corpo deve estar preparado para nos divertirmos na neve em segurança e prevenir os riscos associados às actividades na neve. Há por isso alguns cuidados, a ter para prevenir:


1. Lesões musculares e articulares, devido ao esforço e a quedas:
› Mantenha-se em forma ao longo do ano. Quanto melhor a forma física, maior a resistência;
› Faça aquecimento, exercite músculos e articulações, antes de iniciar a actividade física;
› Se necessário, proteja as articulações com pulsos elásticos e joelheiras almofadadas;
› Faça uma alimentação rica em fontes de energia como hidratos de carbono (massas, cereais) e proteínas (carne, peixe, ovos), para compensar o desgaste físico. Se necessário, reforce com a toma de um suplemento alimentar. Informe-se na sua farmácia.


2. Desidratação - o esforço físico aumenta a perda de líquidos corporais:
› Beba líquidos com frequência, sobretudo quentes, antes, durante e depois do desporto.


3. Frieiras, causadas pelas mudanças bruscas do frio para o calor:
› Vista-se em camadas, com roupa leve e quente, para se adaptar gradualmente às mudanças de temperatura;
› Lembre-se do gorro e luvas, para proteger as extremidades.


4. Queimaduras solares - a radiação ultravioleta é mais intensa em altitude, além de que é reflectida pela neve, incidindo na pele:
› Aplique protector solar na pele exposta, sem esquecer lábios e orelhas e renove ao longo do dia; use óculos de sol.


5. Riscos associados à descida da temperatura do corpo por perda de calor e enregelamento que resulta do contacto directo com a neve, afectando sobretudo as extremidades - mãos, pés, nariz e orelhas:
› Use roupa e calçado confortável e impermeável;
› Mantenha o equipamento em boas condições de manutenção;
› Não pratique desporto sozinho nem se afaste do seu grupo.





O projecto "Nos Gusta la Gente que Supera Retos" - "Gostamos de Pessoas que Superam Desafios" é um projecto da PronoKal®, empresa especializada no Tratamento da obesidade e excesso de peso. Está a percorrer Portugal e Espanha pela promoção da saúde, tendo como exemplo Ricardo Abad, embaixador desta primeira edição da iniciativa, com um circuito de actividades. As actividades estão relacionadas com o desafio deste ano: aconselhamento para exercício físico, testes médicos, conselhos de nutrição e um espaço onde as pessoas podem propor desafios e candidatar-se para o desafio do próximo ano.


Para tal, foi criada a "Urna dos desafios" onde os participantes podem apresentar as suas candidaturas para 2012, que devem estar enquadradas nas características específicas que se encontram no website www.pronokal.com, na página da iniciativa.


Nesta primeira edição, o desafio escolhido foi o de Ricardo Abad, um Navarro de 40 anos que se propôs a realizar 500 maratonas seguidas, uma por dia, para ajudar uma associação navarra para pessoas com problemas psicológicos.


Com o intuito de incentivar as pessoas a apresentar os seus desafios, foi iniciado um circuito de actividades relacionadas com a saúde e o crescimento pessoal:


Workshop de aconselhamento dietético.
Medição de Índice de Massa Corporal (IMC). Para os interessados, nutricionistas e dietistas vão dar aconselhamento dietético e encaminhar os casos mais graves para um médico especialista.


Workshop de Actividades Físicas
Recomendações de uma especialista em actividade física sobre a prática de exercícios que podem ser integrados no dia-a-dia. Estará presente um professor de educação física para ensinar alguns exercícios aos participantes. Esta sessão destina-se a ensinar aos participantes formas de praticar exercício para que possam manter hábitos saudáveis.


Apresentação de desafios
Todos os que quiserem participar podem apresentar o seu desafio, de forma simbólica, com posts no "Mural dos Desafios" ou oficialmente na " Urna dos Desafios".


Sessão de autógrafos
Ricardo Abad vai estar presente para premiar os participantes do circuito com um autógrafo personalizado e um presente surpresa.


 


Motivação e desafios para todos


Promovida pela PronoKal®, a iniciativa "Nos Gusta la Gente que Supera Retos" visita 50 cidades em 2011 e 2012. O desafio vai desenvolver também actividades para a população em sete cidades espanholas e uma portuguesa.


As datas do circuito são:
26 de Maio- Sevilha
16 de Junho - Pamplona
15 de Setembro - Santiago de Compostela
1 de Outubro - Madrid
15 de Dezembro - Lisboa
26 de Janeiro 2012 - Canárias
12 de Fevereiro - Barcelona


 


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