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Tabagismo: O último cigarro

22 Junho, 2013 0

O segundo grupo inclui medicamentos de receita médica obrigatória – sob a forma de comprimidos actuam ao nível do sistema nervoso central, minorando os sintomas de abstinência.

Deixar de fumar, já aqui se disse, não é fácil, mas é possível. Mesmo que haja recaídas: se não resistir a voltar a fumar, não desista e tente novamente. O que está em causa é a sua saúde.

 

Comprometa-se!

Deixar de fumar deve ser um compromisso com a própria saúde. E passo a passo é possível chegar ao fim da missão:

• Marque um dia para deixar de fumar;

• Anuncie aos outros a sua decisão, apoie-se na solidariedade dos que lhe são mais próximos;

• Identifique os seus hábitos tabágicos: se souber em que momentos sente mais vontade de fumar poderá contorná-los;

• Resista à vontade de fumar: ocupe-se e encontre outros motivos de prazer;

• Elimine do seu ambiente os objectos associados ao tabaco, a começar, claro, pelos cigarros;

• Faça uma alimentação saudável: um dos receios de quem planeia deixar de fumar é engordar, mas se reduzir o consumo de gorduras e açúcar pode prevenir o ganho de peso, a redução na ingestão de sal previne ainda a retenção de líquidos;

• Pratique actividade física regular: não só fica em boa forma, como alivia a ansiedade;

• Faça planos para o dinheiro que está a poupar: compense o seu esforço e dê uma prenda a si próprio.

Quando se aborda a questão da cessação tabágica há algumas ideias que surgem de imediato: uma é que é preciso determinação e força de vontade para deixar de fumar e outra é que existe um risco considerável de reincidência, isto é, de voltar ao velho hábito.

Têm ambas a sua razão de ser. Comecemos pelo risco de recaída. Ele existe, de facto, e é explicado pela dependência causada pelo tabaco.

O corpo sente a falta da nicotina e reage. Ansiedade, nervosismo, irritabilidade são apenas alguns dos sintomas associados à dependência física e incomodam muito quem os sente, quem se debate com a vontade de deixar de fumar mas também se debate com o seu contrário, isto é, com a urgência de um cigarro para acalmar tais sintomas. E a tentação, por vezes, é grande. Mas há também que combater a dependência psíquica, que resulta de factores comportamentais e psicológicos como certos hábitos adquiridos ao longo do dia e eventos sociais.

A dependência física e/ou psíquica não é, de facto, fácil de ultrapassar, o que explica que muitos fumadores necessitem de várias tentativas para levarem a bom porto a missão de deixar de fumar.

É aqui que entra em campo a determinação. É preciso que o fumador se concentre nos danos causados à sua saúde pelo tabaco e, sobretudo, nas vantagens de abandonar este hábito/vício.

Naturalmente que a força de vontade pode não ser suficiente. Por um lado, é importante que o fumador se rodeie do apoio das pessoas que lhe são mais próximas, que com elas partilhe a sua intenção de deixar de fumar para que o possam ajudar a criar as condições propícias.
 
Afinal, num ambiente em que não se fuma é mais fácil resistir a vontade de acender um cigarro… A actual legislação, que interdita o tabaco nos locais públicos e nos locais de trabalho, pode funcionar como um bom incentivo, na medida em que há menos oportunidades para fumar ao longo do dia.

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