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SIDA, objectivo zero

26 Janeiro, 2013 0

São estes números que se evocam todos os anos no Dia Mundial Contra a Sida, que se assinala a 1 de Dezembro. Revendo- -se na Estratégia da Organização das Nações Unidas (UNAIDS) para 2011- 2015: “Getting to Zero” – zero novas infecções, zero pessoas discriminadas e zero mortes relacionadas com infecção VIH, a Liga Portuguesa contra a Sida (LPCS) pretende associar-se a esta mensagem realizando mais uma exposição solidária desta vez sob o mote “Cem Contra a Sida” – 100 artistas contra a Sida, entre os dias 28 de Novembro e 2 de Dezembro.

Considerado uma epidemia do século XX, o VIH/SIDA mantém-se um problema de saúde pública no século XXI. E se em tempos foi considerada uma infecção associada a comportamentos homossexuais e toxicodependentes, e mesmo sendo certo que se trata de uma doença muito associada a comportamentos de risco, hoje sabe-se que é transversal, não escolhendo orientação sexual, idades ou estatutos socio-económicos.

O Vírus da Imunodeficiência Humana – VIH é transmitido através das relações sexuais desprotegidas (relações sexuais vaginais, anais e orais) mas também através do contacto de sangue com sangue, da partilha de seringas, agulhas e material cortante e da transmissão da infeção da mãe para o filho.

É importante distinguir o VIH da doença Sida. O vírus ataca e destrói o sistema imunitário do organismo, destruindo os mecanismos de defesa que protegem das doenças. O alvo principal do vírus são os linfócitos TCD4, que são fundamentais para a coordenação das defesas do organismo. Um resultado positivo a um teste significa que a pessoa tem o vírus no corpo e pode transmiti- lo através das relações sexuais e do sangue. Contudo, não significa que esteja doente. Para se dizer que uma pessoa tem Sida é necessário que tenha determinados tipos de patologias associadas, além de estarem infectadas com VIH.

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Tratar e prevenir

Não se conhece ainda uma cura para a sida, mas existem vários medicamentos que ajudam a viver com a doença, retardando os danos que o vírus causa no organismo. Verificaram-se, nos últimos anos, muitos avanços no que toca à terapêutica, que consiste em administrar vários tipos de medicamentos capazes de impedir a multiplicação do vírus dentro das células do sistema imunitário. O tratamento é constituído por uma combinação de fármacos anti-retrovirais que conseguem diminuir a carga viral para valores mínimos e preservar a função imunológica do organismo, retardando a evolução da doença e proporcionando as pessoas que vivem com o VIH uma maior esperança e melhor qualidade de vida.

É essencial a adesão ao tratamento, para garantir o seu sucesso. Se o doente começar a falhar as tomas da medicação, o VIH pode facilmente tornar-se resistente aos fármacos.

É também essencial o diagnóstico precoce, através da realização do teste do VIH/SIDA. Este faz-se a partir de análises sanguíneas específicas que detectam anticorpos que o sistema imunitário produz contra o vírus. Caso tenha acontecido um comportamento de risco o teste deve ser realizado após três meses da sua ocorrência, para um resultado fidedigno. E é igualmente essencial apostar na prevenção. Esta assenta fundamentalmente na utilização do preservativo masculino e feminino e na não partilha de objectos cortantes, como agulhas, lâminas ou seringas. O risco de contágio de mãe seropositiva para bebé pode ser fortemente diminuído com a realização de uma terapêutica adequada durante a gravidez e parto, e também, evitando o aleitamento.

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