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Rubéola: Sarampo rápido

31 Agosto, 2009 0
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Chamam-lhe sarampo dos três dias porque os sintomas são semelhantes aos do sarampo mas menos severos e infecciosos. É assim a rubéola, doença própria da infância mas mais perigosa para as mulheres grávidas.

O sarampo dos três dias está praticamente erradicada nos países desenvolvidos, o que significa que os casos são raros. A vacina assim o permitiu.

Mas isso não significa que o risco de infecção deva ser negligenciado: as mulheres grávidas são as mais vulneráveis a esta doença própria da infância com contornos muito semelhantes aos do sarampo mas menos severa.

É causada pelo vírus que lhe dá o nome e transmite-se facilmente: através da tosse ou dos espirros de uma pessoa infectada ou do contacto directo com as secreções libertadas pelo sistema respiratório de um doente.

É também transmissível por via uterina, da mãe para o feto. Duas a três semanas após o contágio costumam emergir os sintomas. Mas podem ser tão ligeiros que seja difícil identificá-los, sobretudo nas crianças.

Numa primeira fase, instala-se um mal-estar generalizado, com febre ligeira, dores de cabeça, nariz congestionado ou a pingar, olhos vermelhos.

Numa segunda fase, emergem na pele pequenas manchas de cor rosada, com a dimensão da cabeça de um alfinete, inicialmente localizadas na cabeça e no pescoço mas que depressa se espalham pelo tronco e membros.

Um dia basta para que todo o corpo fique pigmentado, sendo poupadas as palmas das mãos e as plantas dos pés, além de que, ao contrário de outras erupções cutâneas, não há comichão.

Em dois a três dias – é por isso que é chamado sarampo dos três dias – estas manchas desaparecem e pela mesma ordem em que surgiram. Associadas a elas verifica-se uma inflamação dos gânglios linfáticos: localizados atrás das orelhas e na nuca e nas axilas e virilhas, ficam inchados e dolorosos ao toque.

Também este sintoma desaparece, mas demora mais tempo. Quando a rubéola afecta jovens e adultos, causa alguma sintomatologia específica: nos do sexo masculino pode ocorrer uma dor transitória nos testículos, enquanto nos do sexo feminino se verifica com frequência dor nas articulações, sobretudo nos dedos, pulsos e joelhos.

Calcula-se que num quarto dos doentes a infecção passe despercebida. E mesmo com sintomas esta é uma doença autolimitada, o que significa que evolui espontaneamente para a cura ao fim de alguns dias. Significa isto que, na maioria das vezes, nem há lugar a tratamento, a não ser que haja necessidade de controlar a febre e alguma dor.

Para esse efeito, pode recorrer-se a um analgésico (mas não aspirina, pois nas crianças está associado a um risco acrescido de uma doença potencialmente fatal).

Os antibióticos não são úteis para tratar a rubéola, pois a sua origem é vírica. Usam-se apenas numa das suas complicações – a otite média. Mais rara mais também mais grave é a encefalite, infecção do cérebro.

Atenção grávidas!

Igualmente graves são as complicações associadas à infecção durante a gravidez. Numa mulher grávida não imunizada – que não está vacinada e nunca teve a doença – a rubéola pode ter consequências severas, até fatais, para o bebé.

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