Profissionais da construção civil são dos que mais sofrem de dores nas costas
Os trabalhadores da construção civil, do sector mineiro e da indústria são os profissionais com maior prevalência de doenças músculo-esqueléticas e que apresentam um maior risco de desenvolver dores nas costas, alerta a Campanha Olhe pelas Suas Costas.
“Os movimentos repetitivos, o manuseamento de objectos pesados, as posturas incorrectas e a exposição a vibrações são os principais factores de risco profissional para sofrer de dores nas costas e problemas na coluna. Os operadores de máquinas e os trabalhadores da construção são dos mais afectados por estes riscos”, explica o neurocirurgião Paulo Pereira, coordenador nacional da campanha Olhe pelas Suas Costas.
Por outro lado, os trabalhadores dos serviços, nomeadamente os vendedores de loja, caixas, porteiros e empregados de balcão são afectados, sobretudo, pelas longas permanências em pé. “Nestas profissões, a utilização de calçado adequado pode ajudar a atenuar as dores, pois permite uma postura mais correcta, mas o mais importante é mudar de posição com frequência e reduzir os períodos de pé parado, alternando-os com curtas caminhadas para exercitar os músculos”, esclarece Paulo Pereira.
De modo a evitar estas dores é importante haver um ajuste do ambiente de trabalho ao próprio bem-estar, com mobiliário adequado, e realizar exercícios simples durante a actividade laboral.
Deve evitar-se o manuseamento incorrecto de pesos e é importante a prática de exercício físico regular, trabalhando com maior incidência os músculos lombares para que exista uma preparação muscular e postural. A prática de exercício deve ser feita 2 a 3 vezes por semana, sendo preferencial a realização de actividades aeróbicas, tais como a marcha, corrida, bicicleta ou natação/hidroginástica. Além disso, o controlo do peso e uma alimentação equilibrada são fundamentais, já que a obesidade altera a postura e sobrecarrega a coluna vertebral, especialmente a região lombar.
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As dores nas costas são a segunda causa em Portugal, em números globais, das visitas ao médico. As doenças que afectam a coluna representam mais de 50 por cento das causas de incapacidade física, e são uma das principais causas de ausência no trabalho em todo o mundo. Segundo um relatório do Observatório do Risco da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, Portugal está entre os países europeus com mais trabalhadores com problemas do foro músculo-esquelético provocados pela actividade física desenvolvida no trabalho.
Um estudo, realizado no âmbito desta campanha, indica que 28,4 por cento dos portugueses sentem que a sua actividade profissional já foi prejudicada ou comprometida de alguma forma pelo facto de ter dores nas costas.
A Semana de Sensibilização para a Coluna decorre de 10 a 16 de Outubro e é uma iniciativa da campanha Olhe pelas Suas Costas, promovida pela Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral.
Para mais informações consulte o website: www.olhepelassuascostas.com.
“Os movimentos repetitivos, o manuseamento de objectos pesados, as posturas incorrectas e a exposição a vibrações são os principais factores de risco profissional para sofrer de dores nas costas e problemas na coluna. Os operadores de máquinas e os trabalhadores da construção são dos mais afectados por estes riscos”, explica o neurocirurgião Paulo Pereira, coordenador nacional da campanha Olhe pelas Suas Costas.
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