PORTUGUESES COM ESQUIZOFRENIA SÃO MAIS DEPENDENTES QUE DOENTES EUROPEUS - Médicos de Portugal

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PORTUGUESES COM ESQUIZOFRENIA SÃO MAIS DEPENDENTES QUE DOENTES EUROPEUS

20 Janeiro, 2007 0

Em comparação com a Europa, os doentes portugueses com esquizofrenia são menos independentes, têm mais dificuldade em estarem empregados, desenvolvem menos actividades sociais, têm uma tendência menor para terem uma relação com um cônjuge ou companheiro e uma elevada co-morbilidade de ansiedade e depressão.

Esta caracterização foi feita no âmbito da participação portuguesa no SOHO (Schizophrenia Outpatient Health Outcomes), um estudo prospectivo, observacional, pan-europeu, que envolveu 10205 doentes e que tem por objectivo comparar dados sobre os efeitos clínicos e os custos do tratamento da esquizofrenia.

Os dados finais do SOHO serão apresentados no dia 20 de Janeiro, às 17h45, na sessão de abertura do 2º Encontro de Lisboa sobre Esquizofrenia, no Hotel Sheraton, em Lisboa (ver programa em anexo).

Caracterização da amostra portuguesa no início do estudo

Trinta psiquiatras de 11 centros de investigação participaram no estudo SOHO que incluiu em Portugal 175 doentes com esquizofrenia. Os doentes, maioritariamente do sexo masculino (65,6%), apresentavam uma idade média de 36,5 anos.

No que respeita às condições de vida, verificou-se que 64,4 por cento dos doentes portugueses com esquizofrenia vivem dependentes da família, apenas 18,6 por cento referem ter uma relação com um cônjuge ou companheiro, a maioria está desempregada (35%) ou reformada (33,7%), e 41,5 por cento dos doentes referiram não ter actividades sociais com amigos ou familiares.

Cerca de um terço dos doentes apresenta sinais de hostilidade ou agressividade, embora poucos sejam presos (1,3%) ou vitimas de crime violento (3,8%).

No que se refere à qualidade de vida destes doentes, concluiu-se que 70,6 por cento sente dificuldade em executar as suas actividades diárias, 76,3 por cento apresenta co-morbilidade de ansiedade e depressão, cerca de metade acusa dor ou desconforto, 25 por cento não é capaz de realizar tarefas ligadas a cuidados pessoais e 60 por cento sofre de disfunção sexual.

A esquizofrenia é uma doença ainda mal compreendida por muitos persistindo o estigma da sociedade face a estes doentes.

Nos últimos anos ocorreram grandes avanços na abordagem terapêutica da esquizofrenia com a descoberta de novas gerações de antipsicóticos (atípicos), eficazes no controlo dos sintomas positivos e negativos da doença e com menores efeitos secundários que os seus antecessores. Quando devidamente tratado e acompanhado o indivíduo com esquizofrenia tem uma vida pessoal e profissional normal, além de uma clara melhoria da sua qualidade de vida.

Referências:

Marques-Teixeira J., Pereira A., Silva A., Marieiro A., Humberto J., Guerreiro M. Caracterização de doentes portugueses com esquizofrenia: resultados da avaliação do estudo observacional SOHO no início do estudo. Saúde Mental (Volume VII; nº 4: 13-21)

FAÇA O DOWNLOAD DO PROGRAMA (Documento associado.pdf)

Para mais informações contactar:

Prof. João Marques-Teixeira (coordenador nacional do estudo SOHO e director clínico do Centro Hospitalar Conde Ferreira) :917 843 635
Liliana de Almeida (Pharmaedia): 213 509 271 ou 937 213 888

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