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O Cancro da Mama

19 Janeiro, 2007 0

O que é? O cancro da mama é um processo oncológico em que as células sãs da glândula mamária se alteram, transformando-se em células tumorais, as quais se multiplicam descontroladamente, até constituírem o tumor.

Existem dois tipos de cancro da mama:

• carcinoma ductal – quando a sua localização é nos canais de união, sendo o tipo mais comum;

• carcinoma lobular – quando se localiza nos pequenos conjuntos glandulares que formam a parte principal do tecido mamário.

A quem afecta e por que razão?

A origem do cancro é desconhecida. No entanto, a medicina conseguiu estabelecer uma relação com alguns factores que podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doença, designados como factores de risco, tais como:

• idade;

• primeira menstruação precoce;

• menopausa tardia;

• ausência de gravidez ou gravidez tardia;

• predisposição genética (risco demonstrado em cinco por cento dos casos, relevante quando há mais de dois antecedentes familiares directos).

Contudo, só uma em cada cinco mulheres com diagnóstico de cancro da mama apresenta factores de risco.

Metade dos cancros da mama foi diagnosticado em mulheres com idades compreendidas entre os 35 e os 45 anos e ficou demonstrado que o risco aumenta com a idade, pelo que a maior parte das campanhas de prevenção tem como público alvo mulheres entre os 50 e os 65 anos.

Como se diagnostica?

As diversas formas de diagnóstico são:

• exploração clínica das mamas;

• mamografia;

• ecografia mamária;

• citologia por punção com agulha fina;

• amostra de tecido com agulha grossa;

• biopsia cirúrgica;

• estereotaxia (para localizar lesões mamárias não palpáveis).

Evolução da doença

O desenvolvimento da doença depende fundamentalmente da presença ou ausência de alguns factores como:

• gânglios linfáticos atingidos;

• tamanho do tumor;

• condição hormonal;

• estudo do tecido tumoral;

• idade;

• extensão da doença;

• estado geral da saúde da paciente.

Tipos de Tratamento

A detecção precoce juntamente com a aplicação de um tratamento correcto em todos os casos diagnosticados é a chave para conseguir uma cura real.

Existem cinco métodos que actualmente se utilizam para tratar o cancro da mama: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia hormonal e terapia biológica. Destes métodos, destacam-se:

• o tratamento cirúrgico, que durante anos consistiu na extracção de toda a mama e dos gânglios da axila, tem, actualmente, diversos graus de aplicação, aos quais se recorre segundo o estádio da doença;

• a técnica da radioterapia, através da qual se tenta destruir as possíveis células cancerosas na área onde se faz a aplicação do tratamento. É uma técnica obrigatória após um tratamento cirúrgico de tipo conservador. Algumas vezes, é terapêutica complementar após uma mastectomia. Em geral, a radioterapia produz irritação da pele na zona em que se aplica a radiação, que poderá ser maior ou menor segundo a pessoa a quem é aplicado, cabendo ao médico radioterapeuta indicar os procedimentos mais adequados para minimizar esse efeito;

• o tratamento por quimioterapia consiste na administração de medicamentos, geralmente, por via endovenosa, com a intenção de eliminar as células tumorais que possam existir no organismo, complementando os tratamentos locais de cirurgia e radioterapia. De entre os efeitos secundários, podem destacar-se, entre outros, vómitos, queda do cabelo, deficiência de glóbulos brancos, diarreia, úlceras na boca e no aparelho digestivo, alterações cardíacas, supressão da menstruação, dependendo dos medicamentos que são administrados.

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