Associação dos Doentes Obesos e Ex-Obesos defende » Tratamento prioritário da obesidade - Médicos de Portugal

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Associação dos Doentes Obesos e Ex-Obesos defende » Tratamento prioritário da obesidade

21 Janeiro, 2007 0

A Associação dos Doentes Obesos e Ex-obesos de Portugal (ADEXO) entregou, no Ministério da Saúde, uma proposta na qual foi solicitado o apoio deste organismo no tratamento prioritário da obesidade, doença cuja elevada prevalência registada no nosso País (estimada em 13% para o sexo masculino e 15% para o sexo feminino) merece toda a atenção e apoio do Estado e entidades directamente ligadas.

A ADEXO – associação de âmbito nacional, sem fins lucrativos, constituída por doentes obesos e ex-obesos e cujo principal objectivo consiste em divulgar os problemas relacionados com a doença e seu tratamento – solicitou na referida proposta um conjunto de medidas urgentes que visam solucionar o problema da obesidade em Portugal.

Como principais medidas, a ADEXO propôs ao Ministério da Saúde a indicação de directivas precisas junto do serviço público e privado, para que a obesidade seja considerada uma doença com tratamento prioritário.

Além disso, sugeriu, também, a criação e funcionamento de cinco centros nacionais de referência no tratamento da obesidade em todos os seus estádios, com equipamento adequado e equipas especializadas, nas principais cidades do País, Porto, Lisboa, Faro, Funchal e Ponta Delgada.

Dado que a obesidade é uma doença de risco imediato de vida, a ADEXO solicitou, ainda, ao Ministério da Saúde – e especificamente no caso dos doentes superobesos, em que o tratamento aconselhado é a cirurgia — a implementação de um programa específico que permita a redução das filas de espera actuais, garantindo que o doente possa ser intervencionado em unidades particulares.

Foi solicitada ainda a comparticipação do Estado no custo das bandas, balões gástricos e outros artefactos utilizados nas intervenções cirúrgicas indicadas para o tratamento da obesidade, assim como a comparticipação nos medicamentos do tratamento pós-operatório e nos medicamentos de ajuda na redução do peso.

Junto dos actuais Sistemas de Saúde, entre os quais a ADSE e SAD, a ADEXO propôs também a comparticipação dos tratamentos e cirurgias efectuados nos estabelecimentos hospitalares e de saúde com os quais tenham estabelecido acordos.

Como última medida urgente, esta associação solicitou ao Ministério da Saúde a sua intervenção junto do Instituto Português de Seguros, tendo em vista a alteração dos actuais procedimentos, obrigando à inclusão dos diferentes tratamentos da obesidade nos seguros de saúde.

Obesidade e doenças associadas

Os doentes superobesos (cerca de 400 mil actualmente no nosso País) gastam milhões de euros ao Estado nas comparticipações das doenças que lhe estão associadas. Para exemplificar, só ao nível da diabetes tipo 2, patologia em que o doente ainda não é insulinodependente e cujo tratamento é comparticipado em 100%, estima-se que o Estado poderia poupar cerca de 15 milhões de euros, caso tratasse correctamente a obesidade.

Se for efectuado um cálculo apurado sobre os custos dos tratamentos ao nível cardíaco, respiratório, das comparticipações efectuadas no aluguer de equipamentos auxiliares da respiração para prevenir a apneia do sono, dos tratamentos ao nível vascular e de todos os outros relacionados com o excesso de peso, chegaríamos a números muito significativos que importa realçar num momento em que o importante para o Governo é poupar, tendo mesmo procedido, para 2004, a um elevado corte orçamental na Saúde.

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