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Obesidade: Um problema de peso

30 Outubro, 2009 0

A obesidade é um verdadeiro problema de peso para as sociedades ocidentais. Com custos demasiado elevados em vidas humanas e em qualidade de vida, mas também em recursos financeiros. Custos que são possíveis de reduzir modificando comportamentos.

A obesidade é um problema de saúde pública, tal a dimensão que atinge em todo o mundo. Por muitos, é considerada uma forma de má nutrição própria dos países desenvolvidos, o reverso da situação que aflige as populações mais pobres, a braços com a escassez de alimentos e recursos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal afecta a saúde. Doença crónica, evolui ao longo dos anos, influenciada por factores genéticos, mas sobretudo ambientais e sócio-culturais. De tal forma que, só na Europa, um em cada três adultos tem excesso de peso e um em cada quatro é obeso. E o fenómeno não poupa as crianças, antes pelo contrário: estima-se que mais de 30 por cento das crianças dos sete aos nove anos sofra de pré-obesidade e/ou obesidade.

Portugal não foge a esta regra e os estudos traçam um quadro negativo, com mais de metade dos habitantes a ter quilos a mais. Os números são confirmados pela observação: todos os dias nos cruzamos com pessoas com excesso de peso e, de entre elas, com cada vez mais crianças.

O que faz com que todas estas pessoas tenham “corpo a mais” é o desequilíbrio entre a quantidade de energia ingerida e a quantidade dispendida, um desequilíbrio geralmente provocado por uma alimentação demasiado abundante em calorias e pouco ou nenhum exercício físico.

São estes, aliás, os principais factores de risco para a obesidade, embora também possa haver influência genética – sabe-se que a presença de determinados genes envolvidos no aumento do peso aumenta a susceptibilidade ao risco, mas apenas quando a pessoa está exposta a condições ambientais favorecedoras. Significa isto que a obesidade tem tendência familiar.

A família tem ainda outra palavra a dizer nesta matéria, já que o grau de informação parece condicionar a prevalência da obesidade: quanto menor é o conhecimento dos pais sobre os riscos, maior a probabilidade de os filhos ganharem peso a mais.

E é nas zonas mais urbanas que a obesidade tende a predominar, em detrimento das mais rurais. Homens e mulheres são afectados de igual forma por este fenómeno, embora com características diferentes. Assim, distingue-se entre a obesidade do tipo andróide (abdominal ou visceral) e a do tipo ginóide.

A primeira é típica dos homens, com a gordura a acumular-se na metade superior do corpo, sobretudo no abdómen. Já a segunda é mais comum entre as mulheres, em que a gordura se distribui principalmente pela metade inferior do corpo, concentrando-se mais na região dos glúteos e das coxas.

As mulheres com excesso de peso ficam particularmente vulneráveis à acumulação de gordura na gravidez e menopausa.

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Uma doença que abre caminho a outras doenças

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