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O fígado é que paga!

26 Junho, 2014 0

Quando a gordura é demais, o fígado deixa de ter capacidade para a transformar e eliminar: está aberta a porta a uma situação conhecida como “fígado gordo”. Uma alimentação equilibrada e exercício físico são a chave para recuperar a saúde hepática.

As doenças do fígado são, quase sempre, associadas ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Mas não é necessariamente o caso da esteatose hepática, mais conhecida como “fígado gordo”, que tanto acontece em pessoas habituadas a beber como em quem não consome álcool.

O que está em causa – e daí o nome mais comum “fígado gordo” – é a gordura, isto é, a gordura a mais e a dificuldade do fígado em metabolizá-la e eliminá-la. Esta é uma das muitas funções do fígado. Muito semelhante a uma fábrica, é ele que processa a gordura e as proteínas fornecidas pela alimentação, exerce ainda uma função importante ao metabolizar determinados medicamentos e, ao mesmo tempo, funciona como um filtro, eliminando toxinas e substâncias químicas que podem ser nocivas para o nosso organismo.

Um fígado saudável é capaz de metabolizar a gordura e de enviar o excesso para expulsão pelos intestinos. Mas pode acontecer que o fígado seja incapaz de desempenhar este papel, armazenando a gordura em excesso.

 

Peso e outros riscos

Não se sabe exactamente o que está na origem deste problema, que pode estar presente em várias situações, mas sabe-se que o “fígado gordo” está também associado ao excesso de gordura corporal, que acaba por sobrecarregá-lo. E a verdade é que esta é uma situação mais frequente em pessoas com excesso de peso e mesmo obesas. E uma situação cada vez mais frequente nos países industrializados, onde os hábitos alimentares tendem a ser menos saudáveis.

Na maioria das pessoas, o “fígado gordo” não causa sintomas e é apenas detectado quando se fazem análises ao sangue, que revelam um aumento da quantidade de enzimas hepáticas em circulação, ou ecografias que mostram uma dimensão excessiva do órgão. Isto porque a gordura se acumula nas células e nos espaços entre elas, causando uma clara dilatação do fígado.

Pode, no entanto, haver sinais do aumento do fígado: dor na zona superior do abdómen, no lado direito, é um deles, precisamente devido a uma maior pressão exercida pelo fígado. Fadiga generalizada e perda de peso são outros sinais também associados ao “fígado gordo”.

O excesso de peso não é o único factor de risco. Também pessoas com diabetes tipo 2, com hipertensão arterial e com níveis elevados de colesterol e de triglicerídeos têm mais possibilidade de desenvolver “fígado gordo”. Ou seja, pessoas com risco cardiovascular. O que, por outro lado, significa que o excesso de gordura hepática também aumenta a probabilidade de desenvolver uma doença cardiovascular, nomeadamente ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.

Mas há outros riscos: é que o “fígado gordo”, por si só, pode não dar problemas, mas pode também agravar-se e evoluir para duas situações – esteatohepatite não-alcoólica, que corresponde a uma inflamação do fígado que pode impedi-lo de funcionar correctamente, e em alguns casos para cirrose não-alcoólica, em que se formam lesões que, no limite, podem causar insuficiência hepática.

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