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Manifestação da diabetes » Pé diabético é afecção frequente, grave e complicada

1 Outubro, 2004 0

Margarida Vilar, 35 anos «O pé diabético causou a amputação de um dedo» Margarida Maria Marques Vilar tem 35 anos de idade e é diabética tipo 1 desde os 10. Vive o quotidiano com as complicações da doença e revela que «a consequência mais grave da diabetes foi a cegueira. Já o pé diabético causou a amputação de um dedo».

Aos 21 anos manifestaram-se os primeiros problemas nos pés. Margarida refere que o aparecimento se deveu à falta de atenção aos principais cuidados a ter.

Todavia, admite: «Deve-se ter certos cuidados e, sobretudo, quando se tem a doença cedo nem sempre se tem essa consciência. Apenas no momento em que sofremos na pele as consequências é que compreendemos. É muito complicado quando não se acompanha bem a diabetes.»

A afectação da circulação sanguínea foi outra consequência que Margarida teve de enfrentar.

«Na perna esquerda tenho 75% de circulação e na direita 65%. Se quiser fazer um passeio longo, vou ter dificuldade e muitas dores», conta, referindo os cuidados diários que tem com os pés:

«O tratamento das feridas dos pés dos diabéticos é lento, sobretudo, pela dificuldade de controlo da diabetes, por isso tenho de os secar muito bem, utilizar um creme hidratante e ter muito cuidado com as unhas.»

A subida da glicemia e respectivos problemas A subida da glicemia é nociva para o diabético a nível do sistema nervoso e provoca:

– Desaparecimento progressivo da sensibilidade, mesmo à dor, principalmente nos membros inferiores;

– Aparecimento de deformações musculares e ósseas, que originam zonas sujeitas a pressão excessiva, que são toleradas por ausência de dor;

– Diminuição da transpiração dos pés, com aparecimento de pele seca e desidratada, com zonas de hiperqueratose (calosidades), que por vezes fissuram, permitindo a entrada a microrganismos, possibilitando, assim, o aparecimento de infecções;

– Problemas a nível vascular, porque o sangue deixa de circular convenientemente nas pernas, o que torna mais provável o aparecimento de feridas e dificulta a cicatrização das existentes.

Laura Regina Portela

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