Insuficiência venosa crónica: Pernas pesadas e cansadas
As varizes são uma das manifestações da insuficiência venosa, uma doença que pode desencadear complicações se não for diagnosticada e tratada atempadamente. É, no entanto, possível prevenir o seu aparecimento.
Sensação de cansaço e de peso nas pernas, dores, inchaço dos membros inferiores são os sintomas iniciais e frequentes da insuficiência venosa crónica, uma patologia que pode resultar do funcionamento incorreto do sistema venoso.
O transporte do sangue no sentido ascendente (dos pés para o coração) é feito através do sistema venoso, com o auxílio de válvulas unidirecionais que asseguram o retorno do sangue. Quando a função das válvulas fica comprometida, o transporte venoso não é efetuado corretamente. Esta anomalia causa um aumento da pressão venosa a nível dos membros inferiores e sintomas que muitas vezes são descurados.
A maioria das pessoas com insuficiência venosa crónica tem apenas varizes. E é por ser esta a manifestação mais frequente que não raras vezes se designa a patologia simplesmente por varizes. Mas, na verdade, a insuficiência venosa crónica pode evoluir para formas bastante complexas. Assim, numa fase mais avançada, podem aparecer lesões tróficas (zonas descamativas e acastanhadas no terço inferior das pernas) ou úlceras da perna.
CAUSAS E DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da insuficiência venosa crónica é feito primariamente pelo médico, que avalia a situação com base na sintomatologia e através de um exame físico. É depois confirmado através de Eco-Doppler, um exame que permite identificar a presença de refluxo e potencial oclusão das veias.
Podem ser várias as causas de insuficiência venosa, desde uma fraqueza na estrutura das veias dos membros inferiores ou a existência prévia de trombose venosa profunda (oclusão do sistema venoso profundo de um membro), ou ainda malformações congénitas.
[CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE]PREVENÇÃO E TRATAMENTO FARMACOLÓGICO
É possível prevenir a progressão da insuficiência venosa crónica. Como? Em todas as fases da doença, é fundamental a utilização de compressão elástica, através de meias de descanso ou de compressão.
É essencial ter noção da cronicidade da patologia, pois a prevenção pode ser necessária mesmo que tenha sido feito um tratamento. Em todas as situações, os cuidados preventivos facilitam o retorno venoso do sangue, diminuem as queixas, evitam a dilatação das veias e atrasam a evolução da doença.
A utilização de fármacos venoativos é igualmente importante, na medida em que ajudam a melhorar o tónus das veias, a prevenir o refluxo venoso, a diminuir a inflamação causada e seus respetivos os sintomas.
Como o excesso de peso é um fator de risco para o desenvolvimento da doença venosa, a pessoa deve procurar perder peso, se necessário. Praticar regularmente atividade física, como andar a pé, fazer ginástica ou hidroginástica também é benéfico para melhorar a circulação venosa.
Repousar com as pernas mais elevadas do que o resto do corpo é igualmente importante, assim como massajar as pernas de baixo para cima, de modo a impulsionar o sangue no sentido ascendente, porque pode melhorar a sintomatologia.
OUTRAS SOLUÇÕES TERAPÊUTICAS
Estão disponíveis diversas alterativas terapêuticas consoante a fase da doença. As telangiectasias (vulgares derrames) constituem, quando isoladas, uma manifestação muito inicial da doença. Afetam especialmente as mulheres, por questões hormonais, e são cada vez mais frequentes, devido ao atual estilo de vida ocidental.
Existem vários tratamentos para as telangiectasias, desde a escleroterapia (“secagem”) até ao laser transcutâneo.
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