Arquivo de Doenças Venosas - Médicos de Portugal

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Sensação de cansaço e de peso nas pernas, dores, inchaço dos membros inferiores são os sintomas iniciais e frequentes da insuficiência venosa crónica, uma patologia que pode resultar do funcionamento incorreto do sistema venoso.

O transporte do sangue no sentido ascendente (dos pés para o coração) é feito através do sistema venoso, com o auxílio de válvulas unidirecionais que asseguram o retorno do sangue. Quando a função das válvulas fica comprometida, o transporte venoso não é efetuado corretamente. Esta anomalia causa um aumento da pressão venosa a nível dos membros inferiores e sintomas que muitas vezes são descurados.

A maioria das pessoas com insuficiência venosa crónica tem apenas varizes. E é por ser esta a manifestação mais frequente que não raras vezes se designa a patologia simplesmente por varizes. Mas, na verdade, a insuficiência venosa crónica pode evoluir para formas bastante complexas. Assim, numa fase mais avançada, podem aparecer lesões tróficas (zonas descamativas e acastanhadas no terço inferior das pernas) ou úlceras da perna.



CAUSAS E DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da insuficiência venosa crónica é feito primariamente pelo médico, que avalia a situação com base na sintomatologia e através de um exame físico. É depois confirmado através de Eco-Doppler, um exame que permite identificar a presença de refluxo e potencial oclusão das veias.

Podem ser várias as causas de insuficiência venosa, desde uma fraqueza na estrutura das veias dos membros inferiores ou a existência prévia de trombose venosa profunda (oclusão do sistema venoso profundo de um membro), ou ainda malformações congénitas.

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O que pode revelar a dor nas pernas? Desconforto é, muitas vezes, o termo utilizado para definir alguns dos sintomas associados à doença venosa crónica. A banalização destas queixas pode contribuir para uma desvalorização e perigosa progressão de uma patologia que se manifesta com derrames, varizes ou, em casos mais graves, úlceras nas pernas.


Dor, sensação de pernas pesadas e cansadas, inchaço, vermelhidão, sensação de calor, cãibras e prurido. Eis os sintomas da doença venosa crónica. A dor associada à doença venosa é, muitas vezes, descrita como intensa e incomodativa, podendo tornar-se persistente. Não raras vezes, resulta de modificações que ocorrem no sistema venoso periférico, ou seja, as veias vão perdendo a capacidade de transportar correctamente o sangue das pernas para o coração.


Frequentemente a doença venosa pode dar origem ao aparecimento de telangiectasias (derrames) ou varizes.


Na prática, antes de surgirem estes sinais visíveis, as pessoas podem sentir algumas limitações para realizar tarefas do quotidiano, sobretudo aquelas que obrigam a estar de pé durante um longo período. Numa fase mais avançada da doença podem surgir outras complicações tais como: eczema acompanhado de prurido intenso, hiperpigmentação e atrofia da pele, flebite ou úlcera de perna.


Existem diversos factores que podem influenciar o desenvolvimento desta patologia. Podem ser de origem genética, associados a alterações hormonais (gravidez), idade ou género. Podem, ainda, estar relacionados com factores causais como a obesidade ou o excesso de calor.


O diagnóstico precoce dita o tratamento atempado evitando a evolução da doença para fases irreversíveis. O exame clínico e técnicas ecográficas, como o Eco Doppler a cores, são alguns dos métodos que permitem diagnosticar a doença venosa crónica. Quanto ao tratamento, este varia com cada caso podendo ser feito através de medicação, exercício físico e compressão elástica.


 


Como identificar a dor venosa?


> É habitualmente uma dor difusa, difícil de definir e de localizar;


> Os doentes utilizam termos vagos como desconforto, sensação de tensão ou de peso para a descrever;


> Pode existir discrepância entre a intensidade de dor, muitas vezes baixa, e o impacto a nível emocional e na qualidade de vida dos doentes, que é por norma elevado.


 


Mitos e falsas crenças sobre dor venosa


> Na doença venosa, a dor é originada pela distensão da veia provocada pelo fluxo sanguíneo;


> A dor venosa aparece sempre numa fase avançada da doença venosa crónica;


> Se não existirem derrames ou varizes, não existe doença venosa;


> Se a pessoa se queixar de dor nas pernas, a natureza difusa e mal definida sugere que nenhum órgão específico está envolvido.





A doença venosa «consiste numa disfunção do sistema venoso dos membros inferiores, isto é, o sistema vascular que transporta o sangue da periferia para o coração. Há uma perda de elasticidade das veias e de cooptação das válvulas que estão no seu interior, de modo que o sangue não progride normalmente da periferia para o coração e vai ficando acumulado no seu interior», indica Eduardo Serra Brandão, Director do IRV. A evolução de todo este mecanismo - da perda da elasticidade da veia e da insuficiência das válvulas - vai fazer com que a doença se vá agravando progressivamente, passando por todos os seus estádios. «É uma doença crónica e se a pessoa não se tratar, vai sofrer dela. Se se tratar, como todas as doenças crónicas, vive sem problemas», diz-nos o cirurgião vascular.


 


Afecta mais mulheres ou homens?


Alguns estudos têm sido feitos acerca da incidência desta doença na população. Eduardo Serra Brandão indica que «há cerca de mais de uma década, foi feito um estudo epidemiológico que indicava que, em Portugal, tal como noutros países europeus, cerca de 1/3 da população sofria de doença venosa crónica». Mais recentemente, a Eurotest elaborou um estudo que chegou à conclusão que «mais de dois milhões de mulheres em idade activa sofrem desta doença».


Números alarmantes que nos indicam que o sexo feminino é o prevalecente. Ou seja, apesar da doença venosa crónica afectar também os homens, são as mulheres as que mais se devem preocupar. Esta realidade deve-se ao facto das mesmas terem mais factores de risco. Estão sujeitas às terapêuticas hormonais, às gravidezes e têm os seus próprios estrogénios (que têm acção sobre a veia) e desempenham múltiplas funções no dia-a-dia. «A mulher trabalha fora de casa, no lar, engoma, cozinha, trata dos filhos enquanto que o homem se senta a ver televisão», refere Eduardo Serra Brandão.


A doença pode existir logo à nascença, manifestando-se ao longo dos anos. «Tenho situações, embora pouco frequentes, de jovens com insuficiência venosa aos 13 anos. Aos 17 anos, já não é tão pouco frequente quanto isso», acrescenta.


 


Factores de risco


A doença venosa crónica pode ser tratada logo nos primeiros estádios evolutivos, se o paciente optar por prevenir ou evitar, o mais possível, os factores de risco.


«Existem múltiplas causas para esta doença: as determinantes e as secundárias. As causas determinantes incluem a genética; a obesidade, as longas permanências de ortostatismo (pessoas que estão muitas horas de pé); trabalhar em ambientes muito quentes e o uso continuado de terapêutica hormonal feminina, seja ela anticoncepcional, seja ela de compensação hormonal», salienta o Director do IRV.


No que respeita aos factores secundários, sabe-se que a doença pode surgir depois de uma intervenção cirúrgica, de um traumatismo ou de uma tromboflebite.


Os pacientes devem estar sempre atentos às suas situações de risco, sem se tornarem obcecados, e devem seguir, o mais possível, os conselhos que lhes são dados na consulta. «Se o médico recomendar uns collants de descanso, as pacientes devem usá-los, pelo menos, enquanto estão a trabalhar... Se o especialista sugerir a mudança do anti-concepcional, a paciente deve confirmar tal situação numa consulta com o seu ginecologista», indica Eduardo Serra Brandão.


Os pacientes devem tratar-se o mais cedo possível e seguir as recomendações do seu médico assistente.


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Pernas cansadas, pesadas, quem as não tem? Acontece que este sintoma, associado a formigueiro, inchaço dos tornozelos ao fim do dia e cãibras durante a noite, poderá significar mais do que um dia cansativo.


Em causa poderá estar a insuficiência venosa, uma patologia que resulta da "avaria" de um dispositivo, chamado válvulas, que existe dentro das veias das pernas.


Esta condição impede o normal retorno do sangue venoso (pobre em oxigénio) até ao coração, dando origem a um aumento de pressão do sangue dentro das veias das pernas, o que provoca a saída de certas substâncias para os tecidos envolventes, responsáveis pelos sintomas reportados.


Segundo o Dr. José Neves, cirurgião vascular do Hospital dos Capuchos, em Lisboa, a insuficiência venosa é um "termo global que se refere ao mau funcionamento do sistema venoso e que abrange as varizes e outras doenças das veias, nomeadamente as tromboses venosas, vulgarmente referidas com "tromboflebites", e situações mais raras de natureza congénita, chamadas angiodisplasias".


Para o especialista, esta patologia pode afectar ambos os sexos, embora, atinja, sobretudo, o género feminino. Estima-se que, por cada homem, haja duas mulheres a sofrer de varizes: a causa mais frequente de insuficiência venosa.


 


Pernas para que te quero?


No contexto global da doença, o especialista considera três razões que estão na origem da insuficiência venosa: as tromboses venosas (formação de um coágulo de sangue dentro de um vaso sanguíneo), as anomalias congénitas no sistema venoso e as varizes. Estas veias dilatadas e inestéticas podem dividir-se em dois grupos, de acordo com José Neves: varizes primárias ou essenciais e secundárias.


No primeiro caso, ""existem vários factores predisponentes em jogo, mas a causa é desconhecida". Já as varizes secundárias "surgem como um ‘escape' para que o sangue possa chegar ao coração". Havendo uma "oclusão de uma veia profunda, o sangue que deveria caminhar por este vaso é desviado para o sistema superficial".


Mas, se numa fase inicial, não se registam complicações, a partir de determinada altura, "a veia dilata-se de forma que as válvulas se tornam insuficientes". Segundo o especialista, quando o pai e a mãe sofrem de varizes primárias, os descendentes têm "grande probabilidade de terem varizes", sobretudo se forem do sexo feminino.


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Tudo começa com uma sensação de peso nas pernas. Uma sensação que se atribui, com frequência, ao cansaço próprio de um dia de trabalho, acreditando-se que, com o repouso nocturno, chegará o alívio que permitirá retomar as actividades no dia seguinte.


Contudo, na maior parte das vezes, a fadiga não é transitória. Ela permanece para além das tréguas proporcionadas pelo sono. É que a sensação de peso nas pernas é o primeiro dos sinais da doença venosa. Quando persiste, não deve ser ignorada, devendo motivar uma consulta médica de modo a prevenir o seu avanço.


O mais certo é juntar-se-lhe a dor e, a seguir, o edema. Com os pés e as pernas a apresentarem-se inchados, sobretudo ao fim do dia. As veias estão em sofrimento, na medida em que perderam ou viram diminuída a sua capacidade de fazer retornar o sangue já usado pelas pernas.


E quando se desvalorizam os primeiros sinais, abre-se caminho ao desenvolvimento da doença. O que acontece é que o sangue fica estagnado e as veias dilatam-se e deformam-se, acabando por ficar visíveis e traçar linhas sinuosas e em relevo nas pernas.


 


Derrames e varizes


São dois os principais tipos de varizes: as aranhas vasculares (chamadas também telangiectasias, embora estas sejam dilatações de vasos sanguíneos que se localizam na parte superior do corpo, principalmente a face, podendo estar associadas a doenças, como por exemplo, do fígado e as veias varicosas. As primeiras são mais conhecidas como derrames, consistindo em pequenos capilares que surgem sob a pele, com o aspecto de finas linhas avermelhadas e sinuosas em tudo semelhantes às ramificações de uma árvore. É sobretudo nas coxas, pernas e tornozelos que se evidenciam. Mais profundas são as veias varicosas, aquelas que normalmente se designam como varizes.


Mais alongadas e mais tortuosas, têm um tom azulado ou arroxeado, evoluindo de tamanho consoante a dimensão da falência venosa. Algumas formam grossos cordões que se estendem da virilha aos pés.


Se ainda assim a saúde das pernas for negligenciada, corre-se o risco de o sangue estagnado originar tromboses venosas, formação de coágulos que causam obstrução da circulação, e que representam um risco de embolia pulmonar. Se o coágulo se soltar percorre a circulação até ao coração e daí para o pulmão.


Esta estagnação do sangue nos membros inferiores interfere com a oxigenação dos tecidos e a troca das substâncias que os alimentam, fazendo com que a pele comece a sofrer alterações, tornando-se, nomeadamente, mais escura e fina.


É neste estádio que surgem o eczema de estase - prurido, alterações da cor da pele, inflamação e inchaço em redor das varizes - e as úlceras - a pele, fragilizada, acaba por estalar sob pressão do sangue, abrindo-se uma ferida difícil de tratar (a cicatrização pode oscilar entre seis meses e dois anos ou mais).


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Quem, por força das suas obrigações profissionais, passa longas horas de pé sabe bem o que é a sensação de pernas pesadas. Sobretudo se houver pouco espaço para as movimentar. É o que acontece a quem trabalha em linhas de montagem ou aos empregados de balcão, por exemplo. E quem desempenha a sua profissão em ambientes muito quentes também está familiarizado com a mesma sensação. Que o digam os cozinheiros ou os trabalhadores de fornos industriais e fundições.


A postura vertical e o calor são, efectivamente, dois factores de risco para o fenómeno conhecido como pernas pesadas. Daí que esta sensação regresse a cada verão - quando está mais quente ou ao fim do dia, as pernas pesam como chumbo e apresentam-se inchadas. Um quadro que se agrava quando a exposição ao sol é intensa e prolongada.


É, pois, muito comum a sensação de pernas pesadas. E, de tão comum, acaba por ser ignorada, mas não deve: é que é o primeiro sinal de insuficiência venosa, uma doença em que as veias não conseguem fazer o seu trabalho, vencendo a lei da gravidade e levando o sangue de volta ao coração.


Vejamos como tudo acontece. No corpo humano, o sangue circula por dois tipos de vasos sanguíneos - as artérias, que levam o sangue enriquecido com oxigénio aos diversos tecidos do organismo, e as veias, que o transportam, carregado de detritos rejeitados pelas células, de regresso ao coração, para ser purificado. Este é um percurso ascendente, a partir dos pés, que se faz com a ajuda de músculos que impulsionam a subida do sangue.


Ao longo das veias existem válvulas que se fecham à passagem do sangue, evitando que ele retroceda. Mas quando as veias estão dilatadas, as extremidades das válvulas não se tocam e elas fecham mal, deixando o sangue venoso descer e acumular-se nas pernas, o que lhes confere a sensação de peso típica da insuficiência venosa.


Esta circulação deficiente acaba por favorecer a retenção de líquidos, podendo surgir edemas (zonas onde há maior acumulação de líquidos) sobretudo nos tornozelos e nos pés: ficam inchados e a sensação de peso aumenta.


Aliás, os pés sofrem duplamente: por um lado, suportam todo o peso do corpo e, por outro, costumam estar confinados a calçado que nem sempre é confortável e adequado ao esforço que lhes é exigido.


 


Culpa da vida moderna e não só


Existem veias superficiais e profundas e assim varizes destas veias. Quando as veias profundas estão afectadas, a dilatação não é visivel do exterior, sendo então a sensação de peso e edemas as manifestações evidentes que devem ser alvo de consulta médica. São várias as causas, nomeadamente associadas às condições de vida modernas.


O sedentarismo é o primeiro dos culpados, quer porque se pratica pouco ou nenhum exercício físico, quer porque as actividades laborais implicam que se passe muito tempo sentado ou em pé. Além disso, cada vez se viaja mais, o que corresponde a períodos prolongados de inactividade - no banco do automóvel ou no do avião, sem espaço para estender as pernas, o resultado é o mesmo...


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Estes sintomas podem ser agravados por vários factores: a idade (especialmente a partir dos 40), a gravidez, o uso da pílula, a obesidade, o tabagismo, bem como estar de pé ou sentada demasiado tempo. Esta doença pode ser de origem hereditária, e deve ser tido em conta um diagnóstico dos antecedentes pessoais e familiares.


A doença venosa é crónica, e traduz-se na má circulação dos vasos sanguíneos no percurso entre os membros inferiores e o coração. O sangue fica estagnado nas veias, sendo que a má circulação afecta a zona capilar da pele, promovendo o aparecimento de derrames. Com a contínua dilatação das veias, surgem as varizes.


Um terço da população portuguesa sofre de doença venosa. Segundo o inquérito Euroteste 2001, as mulheres são as mais afectadas: 2 milhões em idade adulta são portadoras da doença. Em 1,5% da população chega mesmo a ser diagnosticada úlcera de perna venosa, que corresponde à fase final na evolução da doença.


Nesta patologia o rastreio é o primeiro passo para prevenir o agravamento da doença. Eduardo Serra Brandão, Cirurgião Vascular e Director do Instituto de Recuperação Vascular (IRV), defende que "o rastreio da Doença Venosa tem como objectivo detectar a doença nas fases iniciais, nas pessoas que ainda não têm sintomas ou que os têm mas ainda não estão a ser tratadas. Pretende-se também alertar a população em geral para um problema que afecta um grande número de pessoas no dia-a-dia, seja em família ou no trabalho, provocando mesmo faltas recorrentes e eventuais reformas antecipadas".


Factores de Risco
• Idade
• Obesidade
• Gravidez
• Muito tempo em pé e/ou sentada
• Contraceptivos orais
• Tabaco
• Falta de exercício físico
• Predisposição genética
Dieta pobre em fibras
• Uso de roupas apertadas
• Ambientes quentes


Regras Higieno-Dietéticas
• Faça exercício regularmente (caminhada, ciclismo, natação)
• Use sapatos apropriados (salto de 3 a 4 cm de altura)
• Evite roupas apertadas que podem interferir com a circulação venosa normal
• Consulte o seu médico regularmente e siga as suas indicações.


 


Faça o quetionário de auto-avaçiação [Documento associado.pdf]





Segundo o Professor Armando Mansilha, secretário-geral da SPACV, "esta acção inédita torna-se indispensável num país onde a DVC afecta muitos homens e mulheres, estimando-se que atinja 2 milhões de portuguesas, e que só ¼ destas esteja a ser tratada. O objectivo primordial é fazer um diagnóstico da situação e despertar a consciência da população para a necessidade de tratamento da DVC."

Em Portugal, à semelhança do que acontece em outros países, a DVC está sub-diagnosticada e subestimada, o que se traduz em graves repercussões sociais e económicas. O facto da maior parte da população portuguesa desconhecer os sintomas e sinais subjacentes à doença e desvalorizar as consequências da mesma, encarando-a unicamente do ponto de vista estético e ignorando as complicações, tornam a implementação do questionário efectivamente importante.


A Doença Venosa Crónica, que se define como a dilatação das veias e consequente deformação, devido à estagnação do sangue, acarreta desconfortos a nível das pernas, designadamente dores nos tornozelos e pernas, que se traduzem em dificuldade em dormir e dificuldade em efectuar as tarefas/actividades quotidianas, tais como subir escadas, ajoelhar-se, caminhar depressa, entre outras. Com a evolução da doença aparecem complicações graves como alterações cutâneas e a úlcera de perna.


O excesso de peso (muitas vezes provocado pelo sedentarismo), o tabaco, o álcool, a idade, o stress físico e psíquico, a hipertensão arterial, a gravidez, os contraceptivos orais, entre outros, são os principais factores de risco para o agravamento da doença venosa.






Esta situação resulta num sofrimento das veias o que origina o aparecimento de telangiectasias, «derrames», no aparecimento de varizes, e repercute-se na micro-circulação, responsável pelas formas mais avançadas da doença, de que são exemplo os eczemas venosos, várias alterações da pele, as flebites, a hiperpigmentação e, no seu estado mais grave, a úlcera de perna.


Na origem da Doença venosa há sempre um ou mais factores determinantes, que podem ser de origem genética ou secundários a um factor circunstancial. O factor genético é responsável pela doença venosa primária, de início insidioso e com evolução mais ou menos lenta. Os factores circunstanciais são vários, entre os quais se destacam a trombose venosa profunda, os traumatismos, as terapêuticas hormonais femininas, a gravidez e um número considerável de factores causais como a obesidade, o ortostatismo prolongado, a tomada excessiva de calor, obesidade, a obstipação, etc.


Calças e outro vestuário muito apertado são, de todo, desaconselháveis, bem como o uso de sapatos rasos ou, pelo contrário, com um salto superior a cinco centímetros.


Desportos como ténis, voleibol, futebol, aeróbica e equitação também não são recomendáveis.


Em qualquer estádio da doença venosa, o exercício físico adequado, a contenção elástica eficaz, as medidas higieno-dietéticas e a medicação com flebotropos, revestem-se de suma importância.


Como a insuficiência venosa afecta mais a população feminina, é fundamental que, antes de engravidar, a mulher saiba se é portadora ou potencial doente venosa porque são duas situações incompatíveis.


Assim, a doença venosa deve ser tratada desde os primeiros estados da sua evolução, e deve ser prevenida eliminando ou evitando, quando possível, os factores de risco.


O diagnóstico faz-se, normalmente, através do exame clínico e da técnica ecográfica vascular, como é o caso do Eco Doppler a cores.





Pernas esbeltas. Quem as não quer? Mas, apesar de este ser um desejo comum ao sexo feminino, a verdade é que, segundo os últimos dados de um inquérito da Eurotest, realizado em 2001, estima-se que dois milhões de mulheres portuguesas, em idade adulta, convivam com as incómodas varizes à flor da pele. Afinal que problema é este que ameaça as pernas?

“As varizes são dilatações das veias, causadas pela perda da sua elasticidade, Essas veias dilatadas deixam de ter a função de transportar o sangue venoso, e já usado, de volta ao coração. Desta forma, o sangue fica acumulado no seu interior”, diz o Dr. Eduardo Serra Brandão, director do Instituto de Recuperação Vascular (IRV), em Lisboa.

À primeira vista, poder-se-ia dizer que estas veias salientes e tortuosas, desenhadas sobre a pele das pernas, não passariam de uma mera preocupação estética. Porém, as varizes, como explica o especialista em cirurgia vascular, “correspondem a uma fase de evolução de uma patologia mais complexa, que é a doença venosa. ”Com o passar dos anos, a compressão permanente das varizes, de dentro para fora, vai causar umas manchas acastanhadas, que só regridem após o respectivo tratamento vascular”, informa Eduardo Serra Brandão. Mas nem sempre a doença venosa se faz acompanhar de sinais observáveis.

“A sensação de peso, cansaço, comichão e cãibras nocturnas, nos membros inferiores, são alguns indícios de que as veias estão as perder elasticidade e de que a circulação não se está a efectuar convenientemente. Esta situação favorece a estagnação do sangue venoso dentro das veias das pernas [daí a cor azulada das varizes] e, por conseguinte, a sua dilatação.”

As mulheres são o alvo preferencial da insuficiência venosa, uma patologia que atinge cerca de 1/3 da população portuguesa, em idade laboral adulta. No entanto, o especialista ressalva que os homens também podem sofrer deste problema, embora em menor número. Contudo, “como o homem tem menos preocupações estéticas, usa calças, não faz depilação e, por outro lado, é mais avesso a tratamentos, deixa protelar a situação, chegando às consultas de cirurgia vascular numa fase tardia e avançada”.


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