Prevenção do cancro do cólon

O cólon é a porção do tubo digestivo que se segue ao intestino delgado. A sua função principal é absorver água do conteúdo intestinal, tornando as fezes sólidas. O recto é o segmento do tubo digestivo que se segue ao cólon, e serve também como reservatório para as fezes, antes de serem expulsas. Em conjunto, o cólon e o recto constituem o intestino grosso.
O cancro do cólon é muito frequente?
Sim. Este é dos cancros mais frequentes nos países ocidentais. Em Portugal é a segunda causa de morte por tumor maligno, a seguir ao cancro do pulmão. A incidência é alta e similar à dos países mais atingidos. Em 2001 estima-se que 5000 portugueses venham a adoecer com cancro do cólon, 3000 dos quais irão morrer.
Quem está em risco?
O cancro do cólon e recto tanto afecta homens como mulheres. Pode surgir em qualquer idade. A partir dos 50 anos, o risco duplica em cada década de vida. Para além da idade, existem outros factores de risco: antecedentes pessoais de pólipos do intestino grosso, antecedentes familiares de cancro ou de pólipos do intestino grosso; doença inflamatória intestinal ou cancro noutros órgãos (especialmente na mama ou útero).
A hereditariedade é importante?
Sim. Cerca de 5% dos cancros do cólon e recto têm base hereditária. Se mais de uma pessoa na família tiver sofrido deste cancro do intestino, isso pode significar que o potencial para desenvolvê-lo tenha passado duma geração para a geração seguinte. Nestas famílias o risco aumenta. Os familiares de pessoas atingidas por cancro do cólon podem eventualmente ter uma probabilidade
aumentada de vir a padecer da doença.
Como saber se tem risco aumentado?
Nas famílias com cancro hereditário, é possível o diagnóstico genético. Isto significa que é possível determinar, através de uma simples análise de sangue realizada em centros especializados, qual o gene implicado no aparecimento do cancro e, depois, testar os descendentes no sentido de determinar quem herdou, ou não herdou, o risco de desenvolver a mesma doença.
Como surge?
Em 95% dos casos, o cancro do cólon surge a partir de um determinado tipo de pólipo benigno – o adenoma. Só um em cada dez adenomas degenera em cancro.
Enquanto se desconhecerem as razões que levam alguns dos pólipos a evoluir para cancro, não é possível prever em quais vai ocorrer o processo de transformação maligna. Como prevenção, devem ser removidos todos os adenomas que se diagnosticarem. A remoção endoscópica dos pólipos do intestino grosso é uma medida preventiva eficaz!
Como evolui?
Como em todos os cancros, existem vários graus de desenvolvimento da doença. As taxas de sobrevida são progressivamente piores à medida que o diagnóstico é feito em fases mais avançadas.
As hemorróidas levam ao cancro?
Não, no entanto, esta doença pode produzir sinais e sintomas semelhantes a algumas das manifestações clínicas do cancro do cólon. Em tais circunstâncias, deve ser o médico a examinar e a obter um diagnóstico preciso.
Quais os sintomas?
Os pólipos podem não dar sintomas.
Também o cancro – especialmente numa fase inicial – pode existir sem sintomas. É por isso muito importante que os exames de rastreio (“check up”), a partir dos 50 anos, incluam sempre procedimentos para detecção do cancro do cólon.
Páginas: 1 2

