Gripe A: Aspectos da higiene e da desinfecção - Médicos de Portugal

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Gripe A: Aspectos da higiene e da desinfecção

7 Novembro, 2009 0

No actual contexto, em que se apresenta como imperiosa a participação de todos na contenção da propagação de uma doença, a nova Gripe A, que assumiu já uma dimensão pandémica mas que pode, ainda assim, ser limitada na sua dimensão com a prática generalizada das medidas de protecção recomendadas, faz todo o sentido reflectir na forma como são concretizadas estas medidas e nas soluções que são apresentadas à população, em particular no que diz respeito aos produtos para limpeza e desinfecção das mãos e das superfícies.

As mãos são um dos mais importantes veículos de transmissão de micróbios causadores de doenças, sejam eles bactérias, vírus como o da actual Gripe A, ou outros. De facto, a via mais frequente de transmissão do vírus da gripe, é através das mãos sujas, por contacto com superfícies contaminadas ou através dos cumprimentos sociais. Tocar com as mãos contaminadas no nariz, na boca ou nos olhos, permite que o vírus entre no organismo indo causar a doença. É assim justificada a necessidade de manter mãos e superfícies limpas e desinfectadas a todo o momento.

Neste sentido, os produtos desinfectantes têm cada vez mais procura por parte dos utentes das farmácias. Importa também destacar que a par da desinfecção faz todo o sentido manter a saúde e o bem-estar da pele, procurando na farmácia produtos menos agressivos e mais seguros.

 

Distinguir alguns conceitos

Limpar não é o mesmo que desinfectar. De há muito que os higienistas enfatizam a importância de uma correcta lavagem das mãos como o primeiro marco no controlo das infecções. Lavar as mãos é uma garantia para melhorar os padrões da saúde pública, tem a ver com os cuidados de saúde hospitalares como com as escolas, jardins-de-infância ou as nossas casas, é um dos mais eficientes métodos para a prevenção das doenças, desde a diarreia e outras perturbações gastrointestinais até à gripe e à pneumonia.

Lavar é remover a sujidade e a higienização das mãos é a medida mais importante para diminuir o risco de transmissão de uma infecção de uma pessoa para outra. Deve lavar-se as mãos após tossir, depois de contactar com pessoas doentes, depois de ir à casa de banho, antes e depois de comer, ao chegar da rua e sempre que sintamos as nossas mãos menos limpas, praticando uma técnica correcta de lavagem – aplicando sabão sobre as mãos molhadas e esfregando uma mão contra a outra, após a aplicação de sabão, não esquecendo o dorso das mãos e os espaços entre os dedos (durante pelo menos 20 segundos), e secando bem as mãos, sempre que possível com toalhete de uso único. A lavagem deve ser frequente sendo que, para evitar que a pele fique seca é recomendado o uso de um creme hidratante, para compensar. Só assim se previnem as fissuras da pele e se reduz a contaminação das mãos.

Em alternativa ao sabão normal podem ser utilizados sabões ou outros preparados antisépticos. Desinfectantes ou antissépticos são agentes químicos que destroem ou inibem o crescimento microbiano, respectivamente, nas superfícies ou nos tecidos vivos como a pele. Por serem desinfectantes específicos para aplicar nos tecidos vivos, os antissépticos não são apropriados para a descontaminação de materiais e superfícies.

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