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Gripe A: Aspectos da higiene e da desinfecção

7 Novembro, 2009 0

Lavar é remover a sujidade e a higienização das mãos é a medida mais importante para diminuir o risco de transmissão de uma infecção de uma pessoa para outra. Deve lavar-se as mãos após tossir, depois de contactar com pessoas doentes, depois de ir à casa de banho, antes e depois de comer, ao chegar da rua e sempre que sintamos as nossas mãos menos limpas, praticando uma técnica correcta de lavagem – aplicando sabão sobre as mãos molhadas e esfregando uma mão contra a outra, após a aplicação de sabão, não esquecendo o dorso das mãos e os espaços entre os dedos (durante pelo menos 20 segundos), e secando bem as mãos, sempre que possível com toalhete de uso único. A lavagem deve ser frequente sendo que, para evitar que a pele fique seca é recomendado o uso de um creme hidratante, para compensar. Só assim se previnem as fissuras da pele e se reduz a contaminação das mãos.

Em alternativa ao sabão normal podem ser utilizados sabões ou outros preparados antisépticos. Desinfectantes ou antissépticos são agentes químicos que destroem ou inibem o crescimento microbiano, respectivamente, nas superfícies ou nos tecidos vivos como a pele. Por serem desinfectantes específicos para aplicar nos tecidos vivos, os antissépticos não são apropriados para a descontaminação de materiais e superfícies.

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Circunstâncias há em que a desinfecção deve ser usada, sem prejuízo de em circunstância alguma se pensar que ela pode substituir a limpeza (não, nunca a substitui!). É importante saber que o tempo de contacto para que se exerça a acção anti-microbiana dos desinfectantes é bastante variável. Também por essa razão é fundamental conversar com o seu farmacêutico acerca da composição do produto que se vai utilizar, conhecer e respeitar a dose e saber como se manuseiam os desinfectantes, de acordo com as circunstâncias.

O farmacêutico e a equipa de farmácia têm aqui um desempenho importante, recomendando um uso muito prudente dos antissépticos, já que estes, ao eliminar as bactérias, vírus e fungos, com potencial para causar doença, acabam também por eliminar bactérias protectoras, naturalmente presentes na pele, abrindo caminho à proliferação de outras, potencialmente patogénicas, o que pode acontecer quando se usam antissépticos a torto e a direito.

O conselho farmacêutico

Compete a este profissional de saúde ter em conta a natureza do uso de certos desinfectantes e desaconselhá-lo a certos grupos da população: há antissépticos muito agressivos que não se recomendam a grávidas, mulheres que amamentam e crianças com menos de ano e meio.

Na farmácia pode encontrar conselho sobre os produtos mais adequados e eficazes para a desinfecção da pele, de forma a garantir a saúde, a segurança e a contribuição activa na contenção da disseminação da Gripe. Não se esqueça de utilizar o aconselhamento farmacêutico sempre que tiver dúvidas sobre as medidas de controlo das infecções a partir da higiene pessoal, a começar por saber o indispensável acerca da técnica correcta da lavagem das mãos.

Conte com a equipa da farmácia para tratar os antissépticos como produtos que podem prevenir as infecções mas que requerem um uso prudente, sempre.

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