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Ginástica laboral

2 Janeiro, 2012 0

A ginástica laboral é uma das soluções encontradas pelas empresas para prevenir e/ou lidar com as graves consequências de uma parte substancial das doenças profissionais. Consta da realização de uma sequência de exercícios, no local de trabalho, por breves períodos de tempo e visa normalizar as funções corporais e diminuir a possibilidade de comprometer a integridade física.

Nunca o homem teve tantos meios para ser saudável e viver tanto tempo. Segundo um relatório de 2005 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a esperança média de vida passou de 64 anos em 1960 para os 77 anos em 2003. Apesar de termos à nossa disposição uma infinidade de recursos que nos permitem viver mais e melhor, a nossa qualidade de vida tende a degradar-se.

Talvez o principal motivo se prenda com o facto de não termos uma “cultura de prevenção”, ou seja, só reagimos quando a doença se manifesta, mas pouco fazemos para que ela não apareça.

Parece não restar dúvidas de que os problemas de saúde que mais comprometem a nossa qualidade de vida estão relacionados com as patologias do foro musculo-esquelético (comprometem os músculos, as articulações e os tendões).

Um exemplo elucidativo é nos dado através dos problemas de coluna, visto estar descrito que 80 em cada 100 pessoas têm – ou vão ter – dores nesta estrutura corporal. Tais problemas estão particularmente relacionados com as “doenças profissionais”, genericamente designadas de Lesões Músculo Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho (LMERT).

As principais causas descritas são os gestos repetidos, as posturas inadequadas e as “deficientes” condições de trabalho. Tais lesões são, habitualmente, acompanhadas por sensações de dor, fadiga, queda de performance no trabalho e/ou incapacidade. Elas são potenciadas, entre outros factores, pelo facto da maioria das pessoasnão possuir uma boa capacidade muscular.

As LMERT ocupam o primeiro lugar nas designadas “doenças profissionais”, no entanto de acordo com o Observatório Europeu de riscos no trabalho, o stresse deverá ser a doença profissional mais frequente em 2020.

É importante não esquecer que é no trabalho que passamos grande parte da nossa existência e que a nossa qualidade de vida depende, em larga medida, da actividade laboral. Em contrapartida, é no trabalho que se podem adquirir um conjunto de “doenças profissionais”, que estão na origem da degradação da nossa qualidade de vida e da capacidade de produção.

De referir que as LMERT atingem o trabalhador no auge de sua produtividade e experiência profissional, isto é, na faixa etária dos trinta aos quarenta anos. O sexo feminino, devido a questões hormonais, à habitual dupla jornada de trabalho (trabalham no emprego e em casa) e também devido a uma maior incapacidade muscular que o homem para realizar determinadas tarefas, é frequentemente mais atingido.

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Trabalho em movimento

O exercício físico regular pode desempenhar um papel muito importante na redução da fadiga e desconforto físico, permitindo aumentar a produtividade, a saúde e a qualidade de vida “. Esta prática regular, ao compensar os desequilíbrios e sobrecargas diárias, permite melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e a sua performance laboral.

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