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Escolas preparam-se para gripe A

29 Setembro, 2009 0

Com o arranque do ano lectivo, as escolas temem que o aglomerado de alunos possa activar o “rastilho” da gripe A (H1N1). Como medida preventiva, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) tem vindo a preparar e difundir, desde Maio, recomendações para a elaboração dos planos de contingência para os estabelecimentos de ensino. Mas podem os pais respirar de alívio face à ameaça invisível da pandemia?

Nos últimos meses, o termo gripe A tem andando de boca em boca pelo país fora. A novidade desta estirpe viral justifica a preocupação. Numa altura em que as escolas se preparam para abrir as portas às centenas de alunos, as entidades temem que a concentração de alunos no mesmo espaço possam favorecer o contágio.

A gripe A (H1N1) transmite-se “de pessoa a pessoa, através do contacto com indivíduos doentes, desde os primeiros sintomas até cerca de sete dias após o seu início”, informa a DGS no microsite da gripe. Para além do contágio por via aérea, em espaços fechados ou mal ventilados, o contacto indirecto com objectos ou superfícies contaminadas pode ser o suficiente para haver transmissão.

Por todas estas razões, o Ministério da Saúde e a DGS têm insistido num gesto tão simples como lavar as mãos regularmente. Este procedimento, ao alcance de qualquer pessoa, pode evitar a propagação do vírus.

A DGS tem trabalhado em articulação com o Ministério da Educação no sentido de preparar as escolas para um eventual cenário de pandemia, “já que existe uma forte probabilidade de a gripe poder vir a afectar em maior o menor grau a vida da instituição escolar”, informa a Dr.ª Emília Nunes, médica de Saúde Pública e directora do Serviço de Promoção e Protecção da Saúde da DGS.

Com base nas directrizes da DGS, cada escola deverá elaborar o seu próprio plano de contingência. “Os responsáveis pelos estabelecimentos de ensino devem garantir que as instalações escolares possuem espaços para que as crianças possam lavar as mãos e caixotes de lixo para depositar os toalhetes ou lenços de papel usados.”

 

Ordem para fechar?

O Ministério da Saúde já se pronunciou sobre o perigo de uma eventual pandemia em ambiente escolar. Ana Jorge garante que, para já, não está equacionado o encerramento de nenhum estabelecimento de ensino.

Está, no entanto, previsto que, na eventualidade de surgirem vários casos em simultâneo, a turma onde estes alunos estão inseridos possa ser suspensa durante o período considerado necessário para conter a transmissão da doença.

Em todo o caso, a decisão será sempre tomada pela Autoridade de Saúde, tendo em conta a situação em concreto de cada escola.

“Sempre que professores, auxiliares de acção educativa ou alunos apresentem febre ou outros sintomas de gripe devem permanecer em casa até que a situação seja devidamente esclarecida.”

Quando se detectar um aluno doente em ambiente escolar, este deve ser colocado numa sala de isolamento. Entretanto, deve-se ligar aos pais e à linha Saúde 24.”

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