Escolas preparam-se para gripe A
Para que o risco de contágio seja minorado, a DGS pede que as escolas ensinem comportamentos básicos de higiene aos alunos. “A etiqueta respiratória preconiza o uso de um lenço de papel, quando se tosse ou se espirra. Se não se dispuser de lenço, é preferível tossir para o antebraço e nunca espirrar ou tossir para as mãos”, adianta a responsável.
O vírus, segundo a informação que consta no microsite da gripe, “encontra-se presente nas gotículas de saliva ou secreções nasais, podendo ser transmitido através do ar, em particular em espaços fechados e pouco ventilados, quando os doentes tossem ou espirram”.
Em superfícies, como maçanetas e puxadores, mesas ou brinquedos, o vírus poderá permanecer activo durante duas a oito horas. Neste sentido, a DGS tem pedido que as escolas e os infantários procedam regularmente à limpeza dos espaços comuns e desinfectem os brinquedos partilhados.
A directora do Serviço de Promoção e Protecção da Saúde indica, porém, que os pais não devem estar alarmados, desde que tenham uma atitude preventiva, particularmente na vigilância da febre das crianças todos os dias de manhã.
“Cabe a cada encarregado de educação ter estas atitudes e acolher as recomendações. Se os potenciais doentes (alunos e professores) não forem à escola durante o período de doença, minimiza-se a transmissão no meio escolar.”
Sempre que se identifique um aluno ou um profissional com gripe A, vai estar disponível uma rede de contactos directos entre as escolas e as autoridades de saúde. “Esta linha vai permitir uma resposta rápida e atempada a situações que surjam em meio escolar.”
Como tratar de uma criança doente?
Quando uma criança adoece com gripe A, deve-se optar apenas por um único cuidador, para que o risco de dispersão aos restantes membros da família seja minorado.
“As grávidas, pessoas com doenças respiratórias, com doenças cardiovasculares, com doenças que provoquem imunodepressão ou com obesidade mórbida devem evitar ter de tratar de um doente com gripe A, dado que apresentam um risco acrescido de complicações.”
O progenitor que fica a tomar conta da criança doente pode declarar baixa por assistência a doença. Em caso de doença, a criança deve ter um quarto só para si. “Se esta divisão dispuser de janela, deve possibilitar-se o arejamento frequente do quarto, com a porta fechada, para evitar que o vírus se disperse para o exterior.”
Quanto ao cuidador, deve ter uma série de cuidados preventivos: usar máscara, quando está na proximidade do doente ou quando manejar as roupas usadas por este. Todos os coabitantes devem monitorizar regularmente a febre, para se aferir a eventualidade de o vírus se ter propagado a outros elementos da família.
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Em cerca de 90 a 95/% dos casos, as pessoas com Gripe A poderão tratar a sua doença em casa, simplesmente com toma de anti-piréticos (paracetamol), medidas de hidratação e vigilância regular da febre e restante sintomatologia. “Se existir agravamento de sintomas ou a febre não baixar deve ser contactada a Linha Saúde 24. A utilização de medicamentos anti-virais só deve ter lugar por prescrição médica, nunca devendo ser feita em regime de auto-medicação.”

