Esclerose Múltipla: aderir à terapêutica é a única forma de controlar a doença - Médicos de Portugal

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Esclerose Múltipla: aderir à terapêutica é a única forma de controlar a doença

7 Janeiro, 2011 0

No passado dia 4 de Dezembro comemorou-se o Dia Nacional da Esclerose Múltipla (EM). A terapêutica desta doença crónica geralmente tem efeitos secundários associados, o que leva alguns doentes a abandonar os medicamentos ou a esquecer algumas tomas, tornando-os ineficazes. No entanto, a única forma de controlar a EM e de prevenir as suas consequências é cumprindo a terapêutica, tal como nos explica Carlos Cordeiro, enfermeiro no Centro Hospitalar Lisboa Norte e co-autor do livro “Esclerose Múltipla” editado pela Ambar.

Que tipo de medicação devem fazer os doentes com EM e com que objectivos na evolução da doença?

Trata-se de uma terapêutica auto-injectável subcutânea ou intramuscular que tem de ser feita uma vez por semana, em dias alternados ou todos os dias, conforme a prescrição. Há também terapêuticas endovenosas em fases mais avançadas da doença que são feitas só no hospital em regime de hospital de dia e que requerem vigilância durante a sua administração.

Está presentemente para aprovação, na Europa, uma nova terapêutica sob a forma oral mas ainda é cedo para saber quando será introduzida em Portugal. No entanto, é importante que os doentes com EM percebam que estes novos tratamentos não podem ser administrados a todos eles nem em todos os estádios da doença pelo que existirá uma triagem rigorosa devido aos efeitos adversos dos mesmos.

Como motivar os doentes a cumprir integralmente a terapêutica?

Há que explicar ao doente que esta é a única forma de mantermos a doença controlada. Se o não fizer, corre o risco de que a doença evolua não se sabendo como e com que consequências.

Por outro lado, podemos pôr o doente em contacto com outros doentes portadores de esclerose múltipla e que façam o tratamento há já algum tempo de modo a que possam ver as vantagens de aderirem à terapêutica e, ao mesmo tempo, para que os doentes dêem “dicas” sobre como contornar os efeitos indesejáveis.

Que conselhos gerais dá aos doentes de EM e aos seus familiares de forma a promoverem uma melhor qualidade de vida e terem a sua doença devidamente controlada?

No que diz respeito aos doentes, dir-lhes-ia que, para além de fazerem a terapêutica prescrita pelo seu médico, devem levar uma vida o menos stressante possível com períodos de repouso sempre que se sentirem mais cansados e fazendo uma alimentação saudável.

Devem também fazer algum exercício físico desde que este não lhes cause cansaço ou qualquer outro efeito indesejado. Este exercício deve ser realizado em centros de fisioterapia (ginástica) ou em piscinas (hidroginástica) de uma forma programada e orientada por alguém com formação específica.

Para além disto, aconselho vivamente a manterem a sua vida profissional e social. Muitos destes doentes abandonam os amigos (ou vice-versa) mas manter a actividade social é uma forma de os manter “vivos e informados” não criando barreiras com o exterior.

Quanto à família, esta deve compreender a doença para poder, por sua vez, melhor entender as queixas dos seus familiares. Podem inclusive recorrer aos apoios dados pelas associações civis dedicadas a estes doentes, como seja a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla ou a Associação Nacional de Esclerose Múltipla. Para além destes, os profissionais de saúde estarão sempre ao seu dispor para qualquer dúvida que surja.

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