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Portugueses mais sensibilizados para compreender a depressão

9 Janeiro, 2011 0

A depressão domina a agenda de cerca de 800 mil portugueses. O tratamento existe, mas é necessário assumir a doença e procurar auxílio médico. As campanhas de sensibilização são essenciais para esta tomada de consciência. Afinal, a rapidez é essencial para debelar a dor da depressão.

Direccionadas para diversos públicos-alvo, dedicam-se a vários temas, ganham vida em diferentes suportes e algumas convidam à participação. Todas diferentes, porém todas iguais. Unidas pelo objectivo de alertar e sensibilizar, as campanhas de sensibilização são fundamentais para esclarecer dúvidas, despertar assuntos “adormecidos” ou motivar acções.

No dia 1 de Outubro arrancou no nosso país uma campanha nacional integrada pela mão da Lilly Portugal, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. Para além de marcar presença na internet e nos meios de comunicação social, foi disponibilizada uma unidade móvel, que percorreu 10 capitais de distrito com o intuito de esclarecer, informar e desmistificar dúvidas sobre a depressão.

No mesmo dia em que o camião estacionou em Lisboa (6 de Dezembro) discutia-se o papel das campanhas de sensibilização. A discussão, também ela interactiva, decorreu no Centro de Congressos do Estoril no âmbito do VI Congresso Nacional de Psiquiatria da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, desta feita subordinado ao tema Mitos e Evidência em Psiquiatria. Inserido no Simpósio “A Pessoa e o Meio Ambiente – Elos de Ligação”, da Lilly Neurociências, o painel de discussão “A depressão, um problema de saúde pública. Papel das campanhas de sensibilização” foi moderado pela jornalista Raquel Santos e contou com a participação do Prof. António Pacheco Palha, presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, da Dr.ª Ana Isabel Berrincha, psicóloga clínica da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB), e do Dr. Luís Laranjeira, director clínico da Lilly Portugal.

 

Resultados positivos

Neste debate foi feito um balanço e verificaram-se resultados. “Quando bem organizadas, cientifica e eticamente correctas, as campanhas de sensibilização têm efeito positivo”, proferiu António Palha. O modo como a campanha supracitada foi desenvolvida coaduna com a sua opinião. “A Sociedade apoiou a iniciativa, por ser interessante e alertar as pessoas para uma das patologias mais frequentes em Portugal, que afecta cerca de 800 mil pessoas”, acrescentou António Palha.

É cada vez mais frequente aprofundar assuntos, comparar informações e pesquisar sobre temas até à data desconhecidos. Neste contexto tão actual, Luís Laranjeira não hesitou em sublinhar que as campanhas de sensibilização aparecem como “uma oportunidade que as pessoas têm para obterem mais informação. Desde que elaboradas dentro de balizas éticas, são benéficas”.

Na ADEB houve repercussões desta acção: aumentaram pedidos de ajuda. “Penso que levou a pensar que o tratamento é possível, mediante o reconhecimento dos sintomas e a aceitação da doença”, disse Ana Isabel Berrincha, sublinhando que as pessoas acabam por não pedir auxílio porque “não valorizam a sintomatologia”.

 

Jornal do Centro de Saúde

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