Entrevista Fátima Lopes: “O futuro das gerações vindouras depende dos nossos comportamentos ambientais” - Médicos de Portugal

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Entrevista Fátima Lopes: “O futuro das gerações vindouras depende dos nossos comportamentos ambientais”

27 Setembro, 2008 0

Seis meses depois do arranque oficial da campanha da Valormed, Fátima Lopes, a embaixadora desta acção de sensibilização, mostra como pequenos gestos podem fazer toda a diferença. Em entrevista ao Jornal do Centro de Saúde, a apresentadora mostra-se uma acérrima defensora do meio ambiente. E não deixa de frisar que o futuro do ambiente começa hoje, com pequenas rotinas como entregar as embalagens e medicamentos fora de uso na farmácia.

Como surgiu o convite para encabeçar a campanha da Valormed?
Depois de efectuar alguns estudos de mercado sobre figuras públicas, que têm desenvolvido trabalho sobre responsabilidade social, a Valormed chegou à conclusão de que eu tinha um posicionamento interessante. Talvez porque, ao longo destes anos todos, fui abraçando projectos de responsabilidade social. A nível ambiental ainda não o tinha feito. Mas a Valormed decidiu lançar-me o desafio, até mesmo para testarem a minha sensibilidade na área ambiental.

E como reagiu ao convite?
Mantenho uma preocupação ambiental há já vários anos. E, nesta matéria, sou uma autodidacta, porque procuro obter informação para melhorar os meus comportamentos ambientais. Por estas razões, fiquei muito satisfeita com a ideia de poder abraçar este projecto. Pelo que leio, Portugal é o país que mais medicamentos consome, mas, também, aquele que mais desperdiça. Esta campanha tem um objectivo bem delineado: mudar o comportamento dos portugueses em matéria de reciclagem dos medicamentos.

Qual a sua postura em relação a esta campanha?
Tenho a preocupação de me informar previamente sobre as campanhas que abraço. Não pretendo apenas emprestar apenas a minha imagem, sob pena de não passar disso mesmo: de uma imagem. Quero ir mais além do que inteirar-me da campanha.

Ultimamente tem aparecido associada a várias campanhas de produtos de saúde e de ambiente. Estes são temas que a preocupam no seu dia-a-dia?
Sou muito criteriosa em relação às campanhas a que me associo. Recuso-me a dar a cara por campanhas que possam defraudar a população. No caso da Valormed, não tive dúvidas em aceitar o convite. Esta é uma campanha que qualquer figura pública com o mínimo de responsabilidade social e ambiental aceitaria encabeçar.

O que pensa deste tipo de acções de sensibilização?
Modificar os comportamentos e as práticas ambientais é um passo obrigatório. Isto porque ainda há pouca consciência ambiental e um longo caminho por desbravar. Nota positiva para o facto de as crianças, hoje em dia, terem uma consciência ambiental mais apurada, fruto da formação escolar. Mas esse comportamento ainda não é uniforme. Em Portugal, continuam-se a praticar atrocidades ambientais.

O slogan “Habitue-se a esta ideia” resume, no fundo, o comportamento ainda avesso dos portugueses no que toca à reciclagem de medicamentos fora de uso?
É tudo uma questão de mentalidade. Julgo que há, ainda, um comportamento tipicamente português. E digo ainda, porque acredito que, mais dia, menos dia, as atitudes vão mudar. Logo que esta questão esteja devidamente assimilada, passa a ser algo consensual. Ao nível dos medicamentos, julgo que há um certo desleixo e até preguiça, juntamente com falta de informação. Em meios pequenos, muitas pessoas não sabem que destino dar aos medicamentos fora de uso. Partem do princípio de que os medicamentos podem ser atirados para o recipiente do lixo comum.

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