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Dias frios com saúde

3 Dezembro, 2014 0

O Inverno aí está e com ele as baixas temperaturas, os ventos mais fortes, a precipitação e até a queda de neve. São condições que podem ser prejudiciais para a saúde se não forem tomadas medidas de protecção.

Quando o frio chega, a prioridade deve ser proteger o nosso corpo, mantendo-o quente e seguro. Porque muitas são as doenças associadas a esta época do ano… É o caso das constipações e gripes, para citar apenas dois dos problemas respiratórios mais comuns que, não sendo exclusivos do Inverno, são mais frequentes nesta altura.

 

Proteger, proteger, proteger

Embora os Invernos em Portugal sejam moderados, tal não significa que as vagas de frio não surjam… E quando as descidas de temperatura se acentuam, impõem-se cuidados reforçados na protecção do corpo.

Na verdade, os gestos para resistir ao frio são simples: em primeiro lugar, andar agasalhado, com várias peças de roupa quente mas não excessivamente grossas, que permitam vestir “em camadas” e que sejam fáceis de tirar, para tornar mais fácil a transição entre ambientes exteriores e interiores.

É fundamental, no entanto, não cair no exagero, para não originar transpiração excessiva e, por conseguinte, perda de calor. O corpo deve manter-se seco. A temperatura corporal pode também ser mantida através da ingestão de refeições e bebidas quentes, mas evitando as bebidas alcoólicas e com cafeína. É ainda recomendável, sempre que possível, estimular a circulação sanguínea com pequenos movimentos de braços e pernas.

Ao caminhar no exterior, as zonas do corpo mais expostas devem estar protegidas: as mãos com luvas, a cabeça com um chapéu ou um gorro e os pés com calçado apropriado, que proteja da humidade e de pisos escorregadios.

Dentro de casa, os cuidados passam por não deixar entrar o frio e sair o calor, vedando bem portas e janelas e mantendo um ambiente confortável, mas não excessivamente aquecido, para evitar as mudanças bruscas de temperatura. É ainda fundamental saber gerir os aparelhos de aquecimento (braseiras, lareiras ou aquecedores a gás), uma vez que são responsáveis pela libertação de monóxido de carbono, um perigo que não se sente.

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Extremidades sofrem

Existem alguns problemas de saúde associados directamente ao arrefecimento: é o caso das frieiras, bem visíveis nas extremidades dos dedos das mãos e dos pés ou no nariz e nos lóbulos das orelhas. As frieiras são resultado de uma reacção anormal ao frio, que deixa a pele inchada e avermelhada, causando uma sensação de queimadura e, por vezes, até de dor. Muitas vezes, são as transições bruscas entre um ambiente frio e um ambiente quente que as originam: por exemplo, quando se mantêm as mãos junto a um aquecedor ou a uma lareira depois de se ter estado na rua sem protecção. Embora as frieiras possam surgir em qualquer pele, atingem mais facilmente as pessoas com problemas de circulação sanguínea periférica.

Já as queimaduras do gelo são mais comuns nas terras mais altas do país ou nos destinos para a prática de desportos de Inverno. Este tipo de queimaduras também se manifesta nas extremidades do corpo, uma vez que são elas que estão em contacto com a neve e o gelo. A consequência é a perda de cor e de sensibilidade.

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