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Dias frios com saúde

3 Dezembro, 2014 0

Ao caminhar no exterior, as zonas do corpo mais expostas devem estar protegidas: as mãos com luvas, a cabeça com um chapéu ou um gorro e os pés com calçado apropriado, que proteja da humidade e de pisos escorregadios.

Dentro de casa, os cuidados passam por não deixar entrar o frio e sair o calor, vedando bem portas e janelas e mantendo um ambiente confortável, mas não excessivamente aquecido, para evitar as mudanças bruscas de temperatura. É ainda fundamental saber gerir os aparelhos de aquecimento (braseiras, lareiras ou aquecedores a gás), uma vez que são responsáveis pela libertação de monóxido de carbono, um perigo que não se sente.

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Extremidades sofrem

Existem alguns problemas de saúde associados directamente ao arrefecimento: é o caso das frieiras, bem visíveis nas extremidades dos dedos das mãos e dos pés ou no nariz e nos lóbulos das orelhas. As frieiras são resultado de uma reacção anormal ao frio, que deixa a pele inchada e avermelhada, causando uma sensação de queimadura e, por vezes, até de dor. Muitas vezes, são as transições bruscas entre um ambiente frio e um ambiente quente que as originam: por exemplo, quando se mantêm as mãos junto a um aquecedor ou a uma lareira depois de se ter estado na rua sem protecção. Embora as frieiras possam surgir em qualquer pele, atingem mais facilmente as pessoas com problemas de circulação sanguínea periférica.

Já as queimaduras do gelo são mais comuns nas terras mais altas do país ou nos destinos para a prática de desportos de Inverno. Este tipo de queimaduras também se manifesta nas extremidades do corpo, uma vez que são elas que estão em contacto com a neve e o gelo. A consequência é a perda de cor e de sensibilidade.

Em situações extremas, o frio pode ainda dar origem à hipotermia, menos frequente mas extremamente perigosa. Corre-se este risco quando o corpo é exposto a frio intenso durante longos períodos de tempo e começa a perder calor. Se a temperatura corporal atingir menos de 35ºC, o cérebro pode ser afectado. Ao deixarmos de ser capazes de pensar adequadamente, podemos perder a noção do risco que corremos…

 

Os mais frágeis

Algumas pessoas são particularmente vulneráveis aos perigos do frio e devem ser alvo de cuidados acrescidos.

É o caso das crianças, cujos pequenos corpos perdem calor mais facilmente do que os dos adultos. O mesmo se passa com os idosos, uma vez que a sua capacidade de resposta às variações térmicas é, normalmente, deficitária. Além disso, têm menor sensibilidade, logo, menor percepção do frio.

Os doentes crónicos são também um grupo de risco, especialmente os que sofrem de patologias cardíacas ou respiratórias. As pessoas com mobilidade reduzida são igualmente frágeis face às condições climatéricas, pois têm menor capacidade de se protegerem do frio, condição partilhada por quem tem problemas de toxicodependência e alcoolismo.

Com uma dificuldade acrescida: porque embora o álcool aqueça o corpo, também diminui a capacidade para reter o calor…Ainda as pessoas em situação de exclusão social estão sujeitas a riscos adicionais, uma vez que vivem na rua, em abrigos precários e expostas às adversidades climáticas.

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