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Diabéticos tipo 2 perdem quase 4 vezes mais peso com dieta proteinada do que com uma dieta hipocalórica

13 Março, 2012 0

Quanto ao Perímetro da Cintura, outro dos principais indicadores de risco para a saúde, destaca-se que os pacientes tratados com DiaproKal apresentam uma redução média de 9,97 cm, mais do dobro dos que seguem uma dieta hipocalórica, nos quais a redução foi, de 4,94 cm em média. Essa redução permitiu, que, em apenas 2 meses, 40% dos pacientes tratados com Diaprokal apresentassem um PC fora do alto risco cardiovascular (102 cm para homens e 88cm para as mulheres), em comparação aos 17,65% dos pacientes tratados com a dieta hipocalórica.

No que se refere à evolução da hemoglobina glicosilada (HbA1c), marcador de diabetes, o estudo mostra que a média diminui, significativamente, desde a visita inicial até 2 meses depois de ter iniciado o tratamento, apenas no grupo tratado com dieta proteinada. Especificamente, após dois meses, o grupo tratado com DiaproKal conta com 85% dos pacientes a baixo de 7% (nível de segurança), enquanto que no grupo com dieta hipocalórica apenas 60% têm esse valor normalizado.

“Descobrimos que, dentro do último grupo (dieta hipocalórica), a HbA1c manteve-se estável desde o início do tratamento, dos quais 62,5% de pacientes tinha valores normais de HbA1c e, ao fim de dois meses, ao invés de aumentar, o índice continuava em 60% ” adiantou o Dr. Albert Goday, coordenador do Estudo DiaproKal e chefe de secção do Serviço de Endocrinología e Nutrição do Hospital del Mar de Barcelona.

Finalmente, no que diz respeito ao índice de massa corporal dos pacientes incluídos no estudo, o grupo com DiaproKal alcançou um valor médio de 28,94 kg/m2, que se situa a abaixo do valor considerado como obesidade (30 kg/m2). No entanto, os pacientes com dieta hipocalórica continuaram a acima desse valor (31,76 kg/m2).

O estudo DiaproKal analisou também o perfil de segurança e tolerabilidade da dieta proteinada no tratamento da diabetes, nomeadamente a evolução da glicémia e da cetonemia capilar, uma complicação conhecida da diabetes de tipo 2. Ao fim de dois meses, os doentes que fizeram dieta proteinada apresentaram valores controlados de glicemia, não se tendo observado nenhum caso de glicemia venosa superior a 150 mg/dl ou inferior a 70 mg/dl. No que se refere a parâmetros de segurança como a cetonia, ao longo do tratamento que correspondem à cetose próprios do seguimento de uma dieta cetogénica.

Também a evolução dos doentes com microalbuminúria no início do tratamento tseguiu uma tendência decrescente.

Em suma, este primeiro conjunto de resultados mostra que os pacientes do grupo DiaproKal estão a mostrar melhorias muito mais significativa, tanto ao nível do peso como do controlo metabólico e do perfil glicémico, do que os do grupo que segue a dieta hipocalórica. Os doentes tratados com DiaproKal não manifestaram efeitos adversos graves, apenas se registaram alguns efeitos secundários leves e transitórios, como náuseas e prisão de ventre, o que mostra que a segurança do tratamento é semelhante à da dieta hipocalórica usual.

 

O Estudo

O estudo DiaproKal é um ensaio clínico aberto, controlado, aleatório (1:1), prospectivo (4 meses de seguimento), multicêntrico, com 90 pacientes incluídos no protocolo.

Coordenado pelo Dr. Albert Goday do Serviço de Endocrinologia e Nutrição do Hospital del Mar de Barcelona, o estudo conta com a participação de 7 dos principais hospitais espanhóis:

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