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Diabetes: Uma questão de glucose

28 Novembro, 2012 0

São números mais do que suficientes para dar a conhecer melhor esta doença. Trata-se de uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glucose no sangue (hiperglicemia).

O que está em causa é a forma como o organismo utiliza a glucose, açúcar produzido e armazenado pelo fígado mas também fornecido pelos alimentos e que constitui a principal fonte de energia do corpo humano. Para a glucose entrar nas células é preciso insulina, uma hormona produzida pelo pâncreas. Na diabetes, o pâncreas não produz insulina suficiente ou o organismo é resistente à sua acção e, com frequência, estas duas situações estão presentes, o que leva ao aumento da glucose no sangue e níveis de açúcar mais elevados do que o normal podem abrir caminho a um vasto conjunto de problemas de saúde.

 

Uma doença, dois tipos

Existem dois tipos principais de diabetes: o tipo 1 e o tipo 2. Na diabetes tipo 1 há destruição das células produtoras de insulina do pâncreas pelo sistema imunitário, geralmente devido a uma reacção auto- –imune, pelo que o organismo não consegue produzir insulina. O tratamento requer sempre a administração de insulina, sem a qual as pessoas com diabetes tipo 1 não conseguem sobreviver.

Este tipo de diabetes pode ocorrer em qualquer idade, mas surge tipicamente na infância e nos adultos jovens.

Mais comum – correspondente à grande maioria dos casos – a diabetes do tipo 2 ocorre quando o pâncreas produz pouca insulina ou porque as células se tornam resistentes a esta hormona.

O que acontece exactamente ainda não é conhecido, mas estão identificados alguns factores de risco, com destaque para o excesso de peso e obesidade e para a inactividade. Está provado que quanto mais tecido adiposo se tem – sobretudo abdominal – mais as células se tornam resistentes à insulina.

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As mulheres apresentam um risco muito particular: as que tiveram diabetes gestacional ou deram à luz filhos com quatro ou mais quilos têm uma maior probabilidade de desenvolver diabetes.

Ter antecedentes familiares também aumenta o risco, o mesmo acontecendo com a idade: a incidência da diabetes tipo 2 aumenta à medida que os anos passam, embora esteja a crescer entre as crianças e os adultos jovens. A diabetes tipo 2 surge habitualmente após os 40 anos, mas pode ocorrer mais cedo, e o tratamento inclui uma alimentação adequada, exercício físico e a toma de medicamentos.

 

Crónica mas controlável

Independentemente do tipo, a diabetes é uma doença crónica, o que significa que é para a vida. Contudo, é uma doença controlável e que tem tratamento.

O objectivo do tratamento é sempre manter a glicemia o mais próximo do normal possível e reduzir o risco das complicações associadas. O que passa por uma aliança entre a vigilância dos níveis de açúcar no sangue, uma alimentação saudável, actividade física regular, manutenção ou redução do peso, bem como por medidas farmacológicas.

No que respeita aos medicamentos, existem dois tipos: os antidiabéticos orais e a insulina, sob a forma de injecções.

Os primeiros são utilizados apenas no tratamento da diabetes tipo 2, existindo várias alternativas que podem ser administradas isoladamente ou combinadas. Já a insulina, constitui o único tratamento para a diabetes tipo 1 – dela depende mesmo a sobrevivência dos doentes -, mas é também utilizada no tipo 2, quando os medicamentos orais não conseguem controlar a glicemia.

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