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Diabetes infantil: Preparado para compreender a doença?

9 Novembro, 2008 0

A diabetes pode interferir no normal desenvolvimento de crianças e adolescentes, incluindo no sucesso escolar e na transição para a idade adulta. Para ajudar as crianças e suas famílias a lidarem com a situação e para garantir a melhor saúde física e emocional na criança, deve haver apoio de uma equipa multidisciplinar com bons conhecimentos pediátricos. Este apoio também deve ser providenciado a educadores e pessoal escolar. Desta maneira, as crianças com diabetes tipos 1 e 2 poderão atingir a idade adulta com o menor impacto possível.

O mais importante de tudo isto, é que não haja crianças a morrer pela diabetes. Nalgumas partes do mundo, a insulina, que as crianças com diabetes tipo 1 precisam de tomar para sobreviverem, não está disponível por motivos geográficos ou de custo. Isto provoca a morte de várias crianças pela diabetes, sobretudo nos países do Terceiro Mundo. Em 2008 (à semelhança do ano passado), o Dia Mundial da Diabetes tem como objectivo aumentar o conhecimento do risco de aumento da diabetes tipos 1 e 2 em crianças e enfatizar a importância de um diagnostico precoce e educação para reduzir as complicações e salvar vidas.

 

“A vida de um diabético é um exemplo para os não diabéticos” – Dr. Luís Medina

“Para ajudar as crianças e suas famílias a lidarem com a situação e para garantir a melhor saúde física e emocional na criança, deve haver apoio de uma equipa multidisciplinar com bons conhecimentos pediátricos” – Dr. Martin Silink

Pelo segundo ano consecutivo, a Federação Internacional da Diabetes (IFD) dedica o dia mundial da diabetes, a realizar-se no próximo dia 14 de Novembro, às crianças e aos adolescentes. O grande objectivo deste ano é aumentar o conhecimento sobre a doença e chamar mais uma vez à atenção das entidades e da população em geral sobre o grave problema da diabetes nas crianças e adolescentes.

“Quando falamos em diabetes temos de separar duas situações: a diabetes tipo 1 e a diabetes tipo 2. A primeira é de longe a mais frequente nas crianças e jovens adultos e há a necessidade de se fazer insulina logo desde o início, não havendo prevenção eficaz. É uma imune‘;” onMouseover=”fixedtooltip(4142, this, event)” onMouseout=”delayhidetip()”>doença auto-imune“, explica a Dr.ª Cristina Valadas, endocrinologista da A.P.D.P. e secretária-geral da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD).

De há uns anos para cá, começou a surgir, em Portugal, a diabetes tipo 2 “em idades mais precoces e nos adolescentes, fruto de alterações, do estilo de vidas, como o sedentarismo, o recurso sistemático ao fast-food, etc.” A prevenção faz sentido neste tipo de diabetes e passa, sobretudo, pela aquisição de hábitos de vida mais saudáveis, nomeadamente, a prática de exercício físico e uma alimentação equilibrada.

 

Tolerância à terapêutica

“Uma criança com diabetes tipo 1 necessita de fazer insulina, desde muito cedo. É necessário conseguir que a criança e os seus familiares façam um tratamento que, teoricamente, é contrário à sua própria natureza, pois picar-se é uma agressão ao seu próprio corpo, o que é de difícil aceitação pelo jovem com diabetes”, salienta Cristina Valadas. Os pais surgem como os principais intervenientes na aceitação da doença por parte das crianças. “Devem dar-lhe um ambiente de atenção, de tranquilidade e de protecção não excessiva”, acrescenta a médica endocrinologista.

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