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Diabetes infantil: Preparado para compreender a doença?

9 Novembro, 2008 0

Novidades no tratamento

As bombas infusoras de insulina são uma das formas de tratamento dos diabéticos, embora não sejam indicadas para todos os doentes. “Vão ser comparticipadas a 100%, desde que sejam prescritas em centros considerados certificados por uma comissão criada para o efeito, sob alçada da Direcção Geral da Saúde; o mesmo acontecerá com os consumíveis, como os cateteres, por exemplo. O número de bombas a atribuir anualmente será no máximo de 100. Vai ser criada uma comissão para estudar as candidaturas de fornecimento de bombas infusoras, a qual tem trabalhado afincadamente para definir os critérios de selecção”, informa Luís Medina.

Podemos referir algumas novidades respeitantes à investigação que tem sido feita sobre o transplante de células produtoras de insulina. “Nestes casos, tem que se utilizar pâncreas de dadores para serem extraídos os ilhéus, separar as células e introduzi-las no fígado pela via da veia porta; as células vão ficar alojadas no fígado onde adquirem condições para continuarem a produzir insulina”, adianta Luís Medina. Infelizmente, a técnica de isolamento das células é muito complexa e obriga a laboratórios altamente sofisticados. “Por outro lado, esta técnica funciona durante quatro a cinco anos, ao fim dos quais, os ilhéus entram novamente em falência. Esta não põe em risco a vida do doente, porque retoma-se a injecção da insulina. Procuram-se novas técnicas para permitir maior sobrevivência a estas células”, acrescenta.

 

Testemunho

Ultrapassado o choque, veio a aceitação da doença

Rita Santos é uma jovem diabética. A doença sempre fez parte da sua vida e alguns sintomas fora do normal levaram-na ao Hospital Dona Estefânia, onde esteve internada algum tempo para que os pais aprendessem a administrar a insulina injectável. Depois de ultrapassado o choque, consegui adaptar-se às circunstâncias da doença. “Todos os meus colegas sabem que sou diabética e conhecem a forma de me dar uma injecção de emergência, caso necessário.”

Rita sabe que ainda existem alguns preconceitos relativamente à diabetes. “Todo o diabético pode comer doces. Não tenho de ter uma alimentação diferenciada dos outros jovens e não sou obrigada a ter restrições. Tenho apenas de ter cuidados com a terapêutica”, diz. Rita Santos é, actualmente, estudante de Medicina e ambiciona “pôr as pessoas a mexerem-se, a fazer exercício físico e a preocuparem-se com elas próprias”, conclui.

Depoimento de Dr. Martin Silink, Presidente da IDF

“A diabetes tipo I está a crescer 3% em crianças e adolescentes e uns alarmantes 5% em crianças em idade pré-escolar”.

Hoje, há mais de 250 milhões de pessoas com diabetes em todo o mundo. Dentro de 20 anos, é esperado que este número aumente até aos 380 milhões. A diabetes é uma epidemia global com complicações vitais e debilitadoras. E OS números disparam já entre os mais novos. A diabetes tipo 1 está a crescer 3% em crianças e adolescentes e uns alarmantes 5% em crianças em idade pré-escolar.

Estima-se que em todo o mundo, mais de 70 mil crianças com menos de 15 anos desenvolvam a diabetes tipo I, cada ano (quase 200 crianças por dia). Das 500 mil crianças com 15 anos ou menos, com diabetes tipo I, mais de 25% vivem no sudoeste da Ásia e mais de 20% na Europa.

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