Da constipação à pneumonia

Existem grupos de pessoas em que as consequências da pneumonia são mais graves ou mais difíceis de solucionar. São os chamados grupos de risco e incluem crianças, idosos e indivíduos com doenças crónicas, como a diabetes ou a insuficiência renal, ou com imunodeficiências, como a SIDA ou o cancro.
«Há uma grande ligação entre os infantários e as infecções respiratórias. Os jardins-de-infância são, muitas vezes, locais de grande promiscuidade, sobretudo no Inverno, em que as crianças estão mais recolhidas, num ambiente fechado, o que facilita a propagação das infecções», indica o pneumologista.
O especialista desaconselha, também, nos casos de doentes respiratórios, a frequência de piscinas no Inverno:
«O aumento de temperatura da água obriga a um aumento da quantidade de desinfectantes – mais cloro –, aumentando as probabilidades de inflamação das vias respiratórias. Também, como o ambiente está mais saturado de vapor de água, há maior facilidade na propagação das infecções.»
Amaral Marques alerta, ainda, para a situação dos idosos:
«Os sintomas tendem a ser menos visíveis nas pessoas com mais de 65 anos.
A febre não é tão alta e o cansaço e as dores musculares são atribuídos à velhice.»
Alguns conselhos – Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico;
– Estar atento aos sintomas e à sua gravidade;
– A vacinação anual contra a gripe está especialmente aconselhada aos grupos de risco.
Paula Cravina de Sousa

