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Clarificar a contribuição do ecodoppler cor em patologia vascular

1 Dezembro, 2004 0

O diagnóstico vascular ecodoppler cor esteve em debate, entre os dias 15 e 16 de Outubro, no Hospital de Santa Marta.
Muitos foram os temas debatidos neste encontro organizado pela CIC – Associação para a Cooperação, Intercâmbio e Cultura.

«Sabendo-se há muito que as doenças vasculares, nomeadamente a aterosclerose, são entre nós a principal causa de mortalidade e morbilidade constituindo um verdadeiro problema de saúde publica, não surpreende, pois, a multiplicidade de congressos e outras reuniões abordando estes temas na sua generalidade com especial incidência nos aspectos terapêuticos», comenta o Dr. Prates Raposo, cirurgião vascular e responsável da UNIVAS – Unidade de Diagnóstico e Terapêutica Vascular do Hospital de S. Luís, em Lisboa.

Porém, a indicação terapêutica médica ou cirúrgica, bem como o diagnóstico etiológico, topográfico e até anatomopatológico são hoje possíveis graças a métodos de diagnóstico atraumático de fácil e rápida execução – ultra-sonográficos.

«Na última década estes métodos, inclusive, o ecodoppler cor, também conhecido por Triplex-Scan e incorrectamente por angiodinografia, tiveram entre nós uma grande difusão, aplicando-se a muitas especialidades médicas e cirúrgicas», comenta o cirurgião vascular, conti­nuando:

«Como não há um ensino organizado desta disciplina, verifica-se uma grande disparidade de critérios de execução e de interpretação destes exames, lançando, muitas vezes, mais dúvidas que certezas sem benefício para o doente nem para a credibilização do método.»

Deste modo, com o objectivo de clarificar a problemática relacionada com a contribuição do ecodoppler cor em patologia vascular, decorreram, nos dias 15 e 16 de Outubro, as I Jornadas Ibéricas – Diagnóstico Vascular Ecodoppler cor no Hospital de Santa Marta, em Lisboa.

A iniciativa teve o apoio da Direcção Clínica desta Unidade Hospitalar, bem como das direcções dos Serviços de Radio­logia, Cardiologia e Cirurgia Vascular. Este evento contou, ainda, com o patrocínio científico da Associação Portuguesa dos Médicos de Clínica Geral, da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose e do Clube Ibérico de Doppler.

As jornadas tiveram um elevado nível científico em todos os temas abordados e foram presididas pelo Dr. Luís Mota Capitão, director do Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do Hospital de Santa Marta. Divididas por diversas sessões, foram abordados temas como as aplicações e limites do ecodoppler, as indicações ac­tuais da cirurgia carotídea, o papel da ecocardiografia na avaliação do risco operatório em cirurgia vascular, entre muitos outros.

De seguida decorreu um curso teórico–prático de 40 horas em grupos restritos na UNIVAS, tendo sido orientado pelo Dr. Prates Raposo e pelo Dr. Rosa Dias, director Clínico da UNIVAS.

«Todas as prelecções foram amplamente debatidas, o que demonstrou a importância e actualidade de temas como as indicações actuais dos exames arteriográficos, invasivos e não isentos de riscos», indica Prates Raposo, que também é autor do Caderno UNIVAS N.º 2 intitulado Carótidas e vertebrais – Ecodoppler cor.

De referir que as Jornadas objectivaram angariar fundos para uma instituição de solidariedade social e de utilidade pública com projectos de ajuda humanitária e de combate à pobreza em Portugal e em mais três continentes – CIC-Portugal – Associação para a Cooperação, Intercâmbio e Cultura.

«Mais uma vez, a contribuição da indústria farmacêutica foi essencial, assim como o apoio da FLAD – Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Companhia de Seguros Fidelidade», conclui Prates Raposo.

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