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Acidentes à espreita

28 Maio, 2009 0

Se houver suspeita de ingestão, deve ligar-se para o Centro de Informação Anti-venenos (808 250 143).

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Feridas há muitas

Comuns no dia-a-dia são também as feridas. As mais superficiais são as feridas por abrasão (arranhões e esfoladelas), geralmente causadas pela fricção da pele sobre uma superfície rugosa e áspera, daí resultando uma escoriação acompanhada de uma ligeira e temporária hemorragia.

Já as lacerações, correspondentes a cortes, não se ficam pela superfície, atravessando as várias camadas da pele e podendo atingir a camada lipídica (de gordura) ou os tecidos mais profundos. Quase sempre ocorre hemorragia, moderada a severa.

Frequentes são também as puncturas – lesões na pele causadas por objectos pontiagudos como um alfinete ou um prego ou até a ponta de uma faca.

Destas picadas resulta uma ferida discreta, com hemorragia mínima ou até ausente. Qualquer um destes tipos de ferida se pode conjugar numa mordedura, humana ou animal. Podem ou não causar hemorragia, mas requerem cuidados particulares, dado o risco de infecção (afinal, envolvem o contacto com saliva).

Tipos à parte, há gestos básicos para que não deixem marcas e, sobretudo, para que não haja complicações. O primeiro deles passa por imobilizar a parte do corpo lesionada, após o que se limpa a ferida. De preferência com soro fisiológico ou, na sua ausência, água corrente: deve verificar-se se todos os detritos se libertam da pele, mas sem esfregar.

Se houver hemorragia, é preciso estancá-la, mas deixando sangrar um pouco (aliás, assim acontecerá mal a ferida seja colocada debaixo de água): é que a hemorragia é um bom ajudante de limpeza, já que o sangue arrasta consigo eventuais impurezas. Se a hemorragia persistir é necessário cobrir a ferida com uma compressa e exercer uma ligeira pressão, por uns dez minutos.

O passo seguinte é desinfectar, com uma solução dérmica própria, após o que se protege a ferida com um penso adequado. Este é um cuidado essencial: é que o penso desempenha múltiplas funções, todas elas importantes para uma cicatrização adequada – absorve os fluidos da ferida, protege-a do ambiente, nomeadamente de bactérias, e mantém-na hidratada. Além de que a resguarda de olhares alheios…

As feridas podem acontecer a qualquer momento, a qualquer um. Mas crianças e idosos são mais vulneráveis, as primeiras porque a sua pele é mais fina e tem menos defesas e os segundos porque a regeneração é mais lenta, além de poderem sofrer de doenças crónicas que interferem com a cicatrização. Por isso, o melhor é zelar para que a pele fique a salvo dos pequenos acidentes do quotidiano.

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Risco menor

É possível diminuir o risco de acidentes – logo de queimaduras e outras feridas – adoptando algumas precauções:

• Proteja lareiras e braseiras;

• Proteja tomadas eléctricas, sobretudo se houver crianças em casa;

• Mantenha fósforos e isqueiros fora de alcance das crianças;

• Guarde os detergentes e outros produtos químicos em locais inacessíveis à curiosidade infantil, se necessário fechados à chave;

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