A nova Rede de Cuidados Continuados vem dar respostas de saúde e de apoio social a idosos e dependentes - Médicos de Portugal

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A nova Rede de Cuidados Continuados vem dar respostas de saúde e de apoio social a idosos e dependentes

6 Junho, 2007 0

“A Rede visa prestar serviços de saúde de qualidade e ajustados às pessoas idosas e a cidadãos em situação de dependência, de perda de autonomia. Na realidade, os serviços de saúde, tal como estão desenhados e a funcionar actualmente, não respondem eficazmente a este tipo de situações”.

As palavras são da Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Carmen Pignatelli, em entrevista exclusiva ao Jornal do Centro de Saúde.

Durante a conversa, transpareceu uma elevada sensibilidade, espírito de missão e um profundo empenhamento na procura de soluções orientadas para as pessoas – que estão no centro das suas preocupações. “As pessoas que estão doentes precisam de apoio e, muitas delas, vivem sós.

É necessário apoiá-las e auxiliar também os seus familiares. As famílias que têm ao seu cuidado um idoso, ou um doente dependente, sobretudo nas grandes cidades, precisam de se sentir apoiadas. Nas cidades, não há disponibilidade, as pessoas têm de trabalhar e sentem-se abandonadas”, diz Carmen Pignatelli.

Os objectivos da Rede de Cuidados Continuados de Saúde e Apoio Social passam pela criação de um inovador gradiente de cuidados que vai desde a alta do hospital até ao domicílio do doente, garantindo a continuidade do seu tratamento, recuperação funcional e reinserção em unidades de internamento alternativas ao hospital, e em casa, através da criação de equipas de cuidados domiciliários nos Centros de Saúde, em articulação com as equipas de segurança social.

A Rede agora delineada – cujo diploma foi aprovado em Conselho de Ministros a 16 de Março – prevê “cruzar todo o sistema público de saúde, sendo articulado com o sector social como parceiro de excelência”.

A futura Rede de Cuidados Continuados Integrados só ficará concluída em 2015, altura em que terá custado cerca de 300 milhões de euros, a preços actuais, financiados essencialmente por receitas dos jogos sociais. Dentro de três anos já estarão cobertas “30% das necessidades”.

Em que é que consiste a Rede de Cuidados Continuados de Saúde e de Apoio Social?

O objectivo é criar uma rede que vise prestar serviços de qualidade e ajustados às pessoas idosas e a outras pessoas que estão numa situação de dependência, ou seja, de perda de autonomia, como por exemplo o de um jovem esquizofrénico, com dezanove anos, ou uma pessoa jovem que ficou tetraplégica na sequência de um acidente de viação. A conclusão a que chegámos é a de que, os serviços de saúde, tal como estão desenhados e a funcionar, não respondem eficazmente a este tipo de situações.

No quadro actual do SNS, existem apenas duas grandes vertentes – cuidados agudos nos hospitais e cuidados primários nos centros de saúde. Com a população a envelhecer, com as doenças a atingirem cada vez mais as pessoas, independentemente da idade, são necessárias soluções para um novo perfil de pacientes.

Os hospitais têm um perfil para situações agudas e não estão preparados para acolher pessoas na fase de convalescença, por exemplo. O diagnóstico que fizemos, e que ficou concluído em Agosto passado, indica também que o apoio domiciliário a partir dos Centros de Saúde, com a equipa completa (médico e enfermeiro), só é realizado por cerca de 4,5% dos Centros de Saúde.

Se quisermos ser mais flexíveis, e considerar que o apoio domiciliário é suficiente só com a presença do enfermeiro, então aí já conseguimos atingir percentagens na ordem dos 40%. Não quero culpabilizar as equipas que estão nos Centros de Saúde. Tem sido difícil aos seus médicos e restantes profissionais da saúde organizar esse apoio domiciliário. Portanto, o Governo quer ajustar os serviços de saúde a outras necessidades que não existiam há uns anos quando a população portuguesa era mais jovem.

A Rede de Cuidados Continuados de Saúde visa:

» Promover a autonomia;

» Promover a reabilitação;

» Readaptação;

» Reintegração das Pessoas Idosas e Cidadãos em Situação de Dependência;

» Reforçar a participação e co-responsabilização dos seus familiares no processo de cuidados do doente.

A quem se destina:

» Pessoas idosas com dependência funcional;

» Pessoas com doenças crónicas evolutivas e dependência funcional grave por doença física ou psíquica, progressiva ou permanente;

» Pessoas em fase terminal, por doença;

» Pessoas que sofrem de demência;

» Pessoas em situação transitória de dependência.

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