A Imprescindível Suplementação Nutricional no Desporto - Médicos de Portugal

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A Imprescindível Suplementação Nutricional no Desporto

12 Setembro, 2008 0

A elevada exigência psicofísica imposta pela actual prática desportiva em alguns desportos de alta competição, é desde alguns anos uma preocupação que se encontra instalada quer entre os profissionais das Ciências do Desporto quer na Medicina.

Isto deve-se ao facto do organismo nem sempre ser capaz de suportar os níveis de stress que se manifestam, em consequência dos treinos e das competições.

Assim, nos desportistas, aos músculos, articulações, sistema cardiociculatório, neuroendócrino, etc., é exigido um esforço muito maior do que aos indivíduos não desportistas. Vale a pena referir ainda que esse nível de stress afecta em grande medida o sistema imunológico.

Se bem que o treino gera adaptações muito importantes para tolerar as ditas exigências, algumas questões advertem-nos que a adequada planificação não se limita a uma correcta organização dos esforços para a melhoria do rendimento.

E isto é assim, devido ao facto de se pretender aumentar a performance, o que depende de múltiplos factores, alguns determinantes na conquista ou não, dos objectivos propostos.

Melhorar o rendimento implica, em especial, tolerar as cargas de esforço, e sua rápida recuperação, render satisfatoriamente tanto tecnicamente como táctica e fisicamente apesar da fadiga que acontecerá necessariamente e ainda, incrementar a qualidade dos treinos como uma necessidade fundamental para obter melhor rendimento nas competições.

Sem dúvida alguma, um dos aspectos mais descurados no mundo do treino desportivo tem sido o da nutrição e da suplementação. O que pode bem ter sido uma questão secundária noutros tempos.

Mas na actualidade e como consequência de muitos desportos se terem profissionalizado, os seus desportistas não só os praticam por prazer como em muitos casos é o seu emprego, do qual vivem e com o qual sustentam as suas famílias. Poderíamos dizer que hoje em várias disciplinas “o jogador não joga, trabalha como jogador”.

Relativamente a estes défices, uma inesgotável quantidade de informação proveniente da área das Ciências da Actividade Física e da Medicina adverte sobre as carências que existem ao nível orgânico de certos nutrientes naqueles indivíduos que habitualmente estão submetidos a altos níveis de exigência fisiológica.

E o problema é ainda mais alarmante quando os cientistas asseguram que a alimentação, ingerida diariamente pelos desportistas, é absolutamente insuficiente, em muitos casos, para repor os substratos perdidos como consequência da exigência física. Isto é, a alimentação do desportista não é uma questão menor.

Com ela, não se repõem os hidratos de carbono, lípidos, proteínas e líquidos. A mesma reclama que estes se incorporem em determinado momento, combinados de uma forma especial, e também, livres de outros compostos que podem inclusivamente prejudicar a absorção do que pretendemos repor.

Além de que certas substâncias que o organismo necessita numa determinada quantidade, incorpora-las nas devidas concentrações implicaria não só ingerir o alimento que a contém, como em quantidades tão elevadas do mesmo, o que tornaria impossível atingir o objectivo.

Convém também referir, que está bem definido que para que determinados processos aconteçam em tempo e forma, os nutrientes deverão ser incorporados nos momentos adequados, alguns inclusivamente, durante e imediatamente a seguir ao esforço. É assim quase óbvio destacar a impossibilidade disto se concretizar utilizando a ingestão de alimentos.

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